quinta-feira, 23 de maio de 2013

Mocinha, uma linda história de amor!

Através do Facebook conheci a história de Mocinha, por sinal uma história linda.
Peço à gentileza de lerem e se tiverem alguma idéia do caso por favor entrem em contato comigo.
Resumindo: Mocinha nasceu em Osasco(SP), provavelmente teve cinomose, viveu nas ruas, em lares, clínicas, no Centro de zoonoses.... até que foi traçado seu destino: o sacrifício. Mas sua atual tutora Júlia sabendo deste desfecho foi até o local e adotou a pobre cachorrinha.
Então começa a história de amor de Mocinha e sua nova família. Recebeu um nome, recebeu amor, um lar, amigos e tutores maravilhosos.
"Até que Um ano se passou e uma doença encubada se manifestou. Degenerativa. Talvez sequela da cinomose, ninguém nunca soube diagnosticar.
Primeiro o latido foi ganhando ares de rouquidão. Depois as patas traseiras começaram a não suportar o peso do corpo. Sem tratamento adequado em Campos do Jordão, Mocinha veio para São Paulo onde ganhou um novo lar e novos irmãos e irmãs. Ganhou, ainda, uma cadeirinha especial para dar suporte ao corpo. Com as patas da frente ainda conseguia se movimentar, correr, ir ao banheiro sozinha.
Paralelamente visitou inúmeros veterinários, neurologistas, curandeiros de toda sorte. Ultrassom, exame de sangue, raio-X, ressonância magnética. Nada. Tudo ok. Diagnóstico fechado? Nenhum. Suspeitas? Muitas. Concluiu-se tratar de uma “doença degenerativa”, a única resposta possível com ares de seriedade e “profissionalismo”.
Manteve constante fisioterapia e acupuntura para não permitir completa atrofia muscular e nervosa. Alimentação normal, banhos regulares, música erudita para relaxar. QUALIDADE DE VIDA. Nenhuma dor, vida normal, feliz!
Dia após dia e as patas da frente ficavam cansadas com mais rapidez. Os músculos já não suportavam o corpo, as caminhadas de 20 minutos deram lugar a saídas curtas e, em pouco tempo, a cadeirinha especial caiu em desuso. Os latidos roucos agora eram sons abafados. Projetos de latido. O músculo da bexiga, responsável pelo movimento de contração e liberação da urina, ficou incontinente, sem controle algum. Assim se manifestava sua doença degenerativa, assim começou sua paralisia completa.
De veterinário em veterinário, também nas conversas e nas redes sociais, não faltaram indicações sobre o que seria o senso comum para o caso da Mocinha: a eutanásia. Não pelo animal, mas pelo trabalho que daria aos tutores. Da forma como entrava por um ouvido, saía pelo outro. Nunca foi assunto na nossa mesa, nunca foi sequer uma hipótese,desistir NUNCA foi uma opção.
Com o tempo os sintomas da doença estagnaram. A tetraplegia permaneceu, os latidos secos e ocos também, a urina passou a ser retirada da bexiga com a ajuda da palma da mão no lugar certo. Mocinha nunca sentiu dor, nunca soube o que é sofrer, talvez até hoje sequer saiba que carrega uma doença tão avassaladora.
Qual seria, portanto, o nosso direito de tirar-lhe a vida, se a garantia dos direitos e do acesso a coisas essenciais como o carinho, o amor, o alimento, a higiene e a família estava, enfim, assegurada?
Esta é, portanto, a história da Mocinha: uma cachorra resgatada das ruas de Osasco, salva de um sacrifício anunciado, que foi morar em Campos e passou a manifestar os primeiros sintomas de uma misteriosa doença. Veio para SP e ficou rapidamente tetraplégica (ou seja,ela movimenta apenas a cabeça). Hoje se dedica exclusivamente a ser FELIZ e a proporcionar aos seus tutores ainda mais felicidade. Enquanto ela quiser viver, assim a ajudaremos, com acupuntura, musicoterapia, fisioterapia e a mais nova tentativa de tratamento através de células-tronco.
Vida longa e feliz, Mocinha!"
Para Júlia, sua tutora: Querida conte conosco! Força e parabéns pela sua dedicação. Bjks Cecília.
Fontes: http://www.tudosobrecachorros.com.br/blogs/diario-de-uma-mocinha
https://www.facebook.com/DiarioDaMocinha?fref=ts 

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