“Existe cura para o AVC do meu cachorro? Alguém pode me ajudar?”, pergunta um internauta em um fórum de discussão virtual.
“Existem sim casos de AVC em cães. O que acontece, geralmente, é que muitos veterinários não sabem ainda diagnosticar o problema”, avalia Milton M. Morishin Filho, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu, especialista em cirurgia geral e neurocirurgia de pequenos animais. Entretanto, ele reconhece que o assunto é pouco divulgado, não há sites de profissionais habilitados a responder questões, ou que divulguem a produção científica a respeito do assunto para um público mais amplo.
Morishin Filho conta que, assim como em humanos, o AVC em cães pode ser causado por obstrução dos vasos sanguíneos – resultando em isquemia –, ou pela ruptura das paredes dos vasos sanguíneos – resultando em hemorragia cerebral. A maioria dos tipos de AVC diagnosticados nos humanos, também é encontrada nos animais, o que não surpreende, devido à semelhança estrutural apresentada pelos sistemas neurais dos diferentes mamíferos.
Diagnóstico
Antes considerado um diagnóstico incomum, o acidente vascular cerebral (AVC), tem sido cada vez mais identificado em cães e gatos.
Esse diagnóstico depende da exclusão de outras causas de encefalopatia focal e da identificação de uma doença primária que pode ser responsável por eventos isquêmicos/vasculares. Em geral, são indicados os seguintes procedimentos médico-veterinários: exames de sangue e urina, para identificar as causas subjacentes possíveis; medição da pressão sanguínea sistólica; realização de eletrocardiogramas; análises de fezes e culturas de sangue, para descartar a possibilidade de infestações parasitárias; e a análise líquida cérebroespinal, que pode ajudar a descartar doenças inflamatórias do sistema nervoso central, e ainda revelar hemorragias recentes.
Os exames que geram imagens em alta definição – conhecidos por tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM) – podem revelar lesões focais. Porém, nem sempre é fácil diferenciar tais lesões das de outras doenças como, por exemplo, a neoplasia. Por isso, a biópsia continua sendo um procedimento importante. “ Um exame neurológico bem detalhado pode sugerir o AVC, mas é impossível de diagnosticar com certeza”, avalia o médico da Unesp. Para ele, “o exame mais indicado para o diagnóstico realmente seria a ressonância magnética. Um exame caro e de difícil acesso ainda na veterinária”.
O alto custo dos exames de imagem – que chegam a valores entre R$400,00 e R$1.000,00 – e a existência de poucos centros especializados em exames em animais, são os principias obstáculos enfrentados no diagnóstico de AVC em animais. Outra dificuldade é que, diferente das pessoas, os animais não colaboram na realização dos exames, por isso é necessário anestesiar o animal para obter resultados precisos. “Nossos pacientes não dizem o que estão sentindo, não dizem se estão com bolinhas roxas na visão”, lamenta o veterinário.
Tratamento
De acordo com o artigo “Ischaemic and haemorrhagic stroke in the dog”, de Annette Wessmann, Kate Chandler, Laurent Garosi, publicado no The Veterinary Journal (2009), o tratamento é muito variado e dependerá do tipo e localização do AVC, da severidade da disfunção neural. Centra-se assim, na prevenção de danos cerebrais secundários ou de complicações, tais como aumento da pressão intracraniana ou apreensões, e identificar e tratar as causas primarias.
Felizmente, a maioria dos casos recuperam-se dentro de algumas semanas, somente com terapia de suporte e monitoramento, apresentando taxas de sucesso maiores do que nos seres humanos. Os sinais clínicos da disfunção neurológica em cães e com distúrbios cerebrais isquêmicos tendem a permanecer estáveis ou a melhorar ao longo do tempo. Os distúrbios hemorrágicos são mais raros, porém apresentam maiores índices de mortalidade. Feliciano Filho conta que seu cachorro, de 18 anos, teve AVC e foi tratado a tempo, recuperando-se com sequelas mínimas.
A recuperação dos animais, assim como em humanos, depende do reconhecimento dos sintomas e de um rápido e eficaz atendimento. Os sinais clínicos dos animais podem variar dependendo da região afetada: podem ocorrer desde alterações na capacidade em reconhecer a localização espacial do corpo, sua posição e orientação; mudanças na força exercida pelos músculos e na posição de cada parte do corpo em relação às demais ; falta de coordenação dos movimentos; convulsão; e perda de visão.
Para auxiliar a recuperação do animal recomenda-se ainda fisioterapia e acupuntura. O médico veterinário Ricardo Henrique S. Silva usa acupuntura para o tratamento do AVC em animais e afirma que esta é bastante eficiente, especialmente se integrada ao tratamento médico convencional. É possível, por meio da acupuntura, aumentar o fluxo sanguíneo cerebral, regularizar a pressão arterial, restabelecer funções motoras anteriormente comprometidas. Ele conta sobre o caso de um cão idoso, da raça labrador, que chegou atáxico, tetraparésico e com hiperreflexia e após a primeira sessão, ele já se levantou e conseguiu andar. “A duração do tratamento, naturalmente, depende da severidade dos sintomas. Mas estima-se que há melhora considerável em cerca de cinco sessões”, afirma Silva.
O aumento da incidência de AVC em animais segue uma tendência atual também observada em humanos. Uma das prováveis causas está no acidente vascular cerebral ter sua ocorrência associado à idade. Com o avanço da medicina, tanto as pessoas como os seus animais de estimação tiveram um aumento no tempo de vida e, por consequência disso, um maior número de casos de AVC é constatado. Hábitos de vida sedentários e alimentação inadequada também são fatores que explicam o aumento da incidência. Expostos a uma vida demasiadamente humana, às vezes, os animais de estimação sofrem as consequências de uma dieta super calórica (principalmente os alimentados com comida humana) e da falta de atividades físicas (fato comum nos que vivem presos, seja casas ou em apartamentos).
As dificuldades de diagnóstico e tratamento – seja decorrente das tecnologias disponíveis ou aos altos custos – tornam os cuidados preventivos, relacionados a modos de vida saudáveis, as melhores estratégias para o combate ao AVC em animais. A prevenção poderá reduzir o número de casos, e o tratamento adequado, mesmo que não leve a uma cura definitiva, eleva significantemente a qualidade de vida do animal.
RESUMO SOBRE O AVC:
O acidente vascular cerebral (AVC), embora seja raro em cães, ocorre quando o fluxo sanguíneo para o cérebro é interrompido devido a uma artéria bloqueada ou a uma hemorragia.
Existem dois tipos de acidente vascular cerebral canino.
Acidente vascular cerebral isquêmico - falta de fluxo sanguíneo para o cérebro, devido a uma artéria bloqueada. Esses acidentes vasculares cerebrais podem ser vinculados às seguintes condições:
Doença renal
Doença cardíaca
Doença de Cushing
Diabetes
Hipertensão
Obstrução devido a um fragmento de um tumor, cartilagem espinal, parasitas ou gordura
Glândula tireóide hipoativa ou hiperativa
Acidente vascular cerebral hemorrágico – o fluxo sanguíneo adequado para o cérebro é interrompido por hemorragia no cérebro. Estes episódios podem ser ocasionados pelas seguintes condições:
Novamente doenças nos rins, coração, na tireóide ou Doença de Cushing, porque podem levar a pressão arterial elevada.
Um certo tipo de verme que se aloja no pulmão, chamado angiostrongilose
Venenos para roedores
Inflamação arterial
Trombocitopenia imune-mediada
Tumor cerebral
Desenvolvimento atípico de vasos sanguíneos no cérebro
Traumatismo craniano
Os sintomas que indicam o acidente vascular cerebral canino não são exclusivas para esta condição médica, o que pode complicar o diagnóstico.
Os seguintes sintomas são comuns em acidentes vasculares cerebrais caninos:
Inclinação da cabeça.
Virar-se para o lado errado quando chamado.
Comer fora de um lado prato de comida.
Cegueira.
Perda de equilíbrio.
Letargia.
Perda de controle da bexiga e do intestino.
Brusca mudança de comportamento.
Se o dono de um cão suspeitar que seu cachorro teve um acidente vascular cerebral, um veterinário deve fazer um exame conclusivo do animal. O veterinário fará o diagnóstico:
Realizando um exame físico, estudando cuidadosamente os sintomas que se apresentam.
Realizando uma RM (ressonância magnética) ou TC (tomografia computadorizada). O cão deve ser anestesiado, para que se possa realizar o trabalho de diagnóstico por RM ou TC.
A maioria dos exames diagnósticos é utilizada para excluir outras possibilidades como a causa dos sintomas. O veterinário irá ajudá-lo a determinar a causa de acidente vascular cerebral, após confirmar que o cachorro teve um AVC.
O tratamento do acidente vascular cerebral canino começa com a identificação da sua causa básica, e o tratamento da mesma para impedir que venha a causar outros acidentes vasculares cerebrais no futuro. Não existe uma maneira de reparar os danos infligidos por um acidente vascular cerebral canino, mas o AVC não é tão debilitante para os cães quanto pode ser para as pessoas. Com os cuidados adequados, a maioria dos cães recupera-se em algumas semanas. Esta recuperação vai depender da gravidade do acidente vascular cerebral do cachorro e de quanto dano foi feito, mas o potencial de recuperação é uma boa notícia para o dono do cão. Com tempo e paciência, o cão geralmente recupera a maioria das suas funções motoras e de movimento. Mas, seu comportamento pode ser ligeiramente alterado em relação ao que era antes do acidente vascular cerebral, o que pode ser algo que o dono do cão simplesmente terá que aprender a aceitar. Seja qual for o caso, os cães geralmente sobrevivem a um derrame.
O tratamento mais adequado é a fisioterapia, acupuntura, homeopatia, se for necessário uso de equipamentos auxiliares e visitas regulares ao seu veterinário.
Fonte:
http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=47&id=576
http://www.comofazertudo.com.br/animais-de-estima%C3%A7%C3%A3o/como-tratar-um-acidente-vascular-cerebral-avc-canino
Mostrando postagens com marcador incontinência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador incontinência. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Donos de animais miram exemplo de leão Ariel e pedem ajuda na web
Tratamentos de animais doentes são financiados por doações feitas online.
Redes sociais, blogs e sites especializados reúnem padrinhos de bichos.
Por Carlos Giffoni, G1.
É muito difícil ver um animal sofrendo e não se sensibilizar. Por isso, donos de gatos, cachorros e até leões viram na internet uma maneira de conseguir ajuda para os seus bichos. O tratamento de uma gata tetraplégica, por exemplo, pode sair muito caro para uma estudante sem fonte de renda. Mas as redes sociais, os blogs e os sites especializados têm tornado a velha prática de “passar o chapéu” cada vez mais útil para os responsáveis por esses animais financiarem esse cuidado.
Centenas de páginas na internet sobre ajuda a animais são encontradas sem esforço. Uma comunidade preocupada com esses animais está sempre em comunicação. Então, o fisioterapeuta de um cachorro tetraplégico é recomendado para uma gata na mesma situação. A médica que faz acupuntura em um animal é indicada para outro, e assim muitos animais conseguem tratamento.
O leão tetraplégico Ariel mobilizou uma corrente de solidariedade na internet. Mais de 55 mil pessoas já curtiram sua página no Facebook apenas até esta quarta-feira (20). Ainda não tão famoso, mas com quase 4 mil fãs, o pastor alemão Buba, de 2 anos, também precisa de ajuda. Ele chegou tetraplégico a uma clínica veterinária em São Paulo. O dono, receoso pelo trabalho a ser dispendido para cuidar do cachorro, optou pela eutanásia, Mas os veterinários da clínica resolveram adotar o animal.
Há cerca de três meses em tratamento, Buba ganhou peso – já passou da casa dos 30 kg –, recuperou massa muscular e até o raciocínio, que havia sido prejudicado por causa da doença, segundo a veterinária Mariana Cappellanes, uma das cinco “mães” de Buba. “As patas traseiras do Buba praticamente não tinham movimento nem sensibilidade. Hoje ele já responde à dor e tem reflexos”, diz.
Mas o cuidado de um cão assim exige muitos gastos. No site Vakinha, onde se pode coletar doações para um motivo específico, seja para a ajuda de um animal, seja para um projeto de faculdade, os responsáveis por Buba pedem R$ 10 mil. As doações ainda estão em cerca de R$ 700, mas o pastor alemão conta com o apoio de veterinários e simpatizantes que não o deixam sem tratamento. A ressonância magnética é um dos procedimentos mais caros nos casos de tetraplegia em animais de estimação, chegando a custar R$ 1 mil, e Buba já conseguiu financiar a sua.
Levantando doações
A gata Luciana também precisou de uma ressonância magnética e foi em busca da ajuda de terceiros na internet. Marina Camarinha, estudante de ciências sociais em Marília, a 444 km da capital paulista, não tem fonte de renda e se tornou a responsável por Luciana, hoje com quatro meses, após encontrá-la numa caixa na rua com outros dois gatos filhotes. Na sua república, moram mais cinco estudantes. A superpopulação na residência, porém, é de animais domésticos: seis gatos e dois cachorros.
“Mesmo com a casa cheia, não tinha como deixar aqueles filhotes na rua. O plano era cuidar deles até encontrarmos quem os quisesse adotar”, diz a estudante. E foi isso o que aconteceu com os outros dois filhotes, mas não com Luciana. Durante visita à casa de uma amiga, um cachorro que estava solto mordeu Luciana e a arrastou pelo quintal, fraturando três vértebras da gata. Como ela ainda era muito nova, os ferimentos atrapalharam o seu crescimento.
O nome dado ao animal é uma referência à personagem de Aline Moraes na telenovela “Viver a Vida”, de Manoel Carlos, que foi ao ar na TV Globo entre 2009 e 2010. Na trama, Luciana era uma modelo que ficou tetraplégica em um acidente, assim como a gata.
Para cuidar de Luciana, sua dona já promoveu rifas, vendeu bombons na faculdade e distribuiu souvenires como ímãs de geladeira para agradecer aos colaboradores. “Gasto em média R$ 600 por mês em sessões semanais de acupuntura e fisioterapia, fraldas, pomadas e numa ração diferenciada, já que o desenvolvimento de Luciana foi afetado pelo trauma.” No Facebook, mais de 800 pessoas curtiram a sua comunidade. E para manter os “padrinhos” bem informados, a dona da gata mantém um blog com vídeos do tratamento e informações sobre animais que precisam de cuidados semelhantes.
A história do gato Nino lembra a de Luciana. A dona de casa Susana Pavini soube de um gato que tinha sido espancado por uma criança perto de sua casa, na Zona Norte de São Paulo. “Quando eu o encontrei, ele estava ‘torto’, deitado sobre pedaços de madeira”. Pavini levou o gato ao veterinário, que recomendou um neurologista para Nino, pois a agressão afetou os seus comandos e o deixou tetraplégico.
Há três semanas no Facebook, mais de 2,9 mil pessoas curtiram a sua página e Pavini conseguiu uma patrocinadora para a ressonância magnética a ser feita no gato. Veterinários que souberam da sua história se dispuseram a ajudar. “Nino faz fisioterapia com a mesma pessoa que cuidava do cão Buba”, diz Pavini, que também contou com a ajuda de uma amiga acupunturista. A dona de casa gasta cerca de R$ 1 mil por mês em cuidados com o gato e, por isso, também recorreu ao Vakinha para levantar doações. No site, ela pediu R$ 600, mas tinha arrecadado R$ 800 até a última quarta (20).
Coitadinhos de Santos
A Confraria Miados e Latidos, que cuida de gatos e cachorros em São Paulo, precisou recorrer à ajuda na internet após ficar responsável por cerca de 70 animais que foram encontrados em Santos, no litoral paulista, na casa de uma mulher que foi interditada. A maioria dos “coitadinhos de Santos”, como ficaram conhecidos os animais, já foi adotada, mas os gastos da ONG quadruplicaram desde então, chegando a mais de R$ 4 mil em um mês.
Além de produzir itens customizados, como camisetas, para vender, a Confraria promove rifas na internet com parceiros – em só uma delas a arrecadação chegará a R$ 1,4 mil.
Ex-sem-teto
A causa dos animais que precisam de ajuda tem formado grandes redes que se espalham pelo Brasil em busca de parceiros. A internet reduziu a distância entre Ivinhema, cidade localizada a 297 km de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, e Cotia, na Grande São Paulo.
O zoológico da cidade sul-mato-grossense foi desativado em 2005. Lá, vários animais foram abandonados, já que não havia novos lares. A Prefeitura ainda custeia os gastos de alimentação do leão Simba, entre outros animais que não contam mais com cuidados periódicos e precisar de uma casa.
Mas foi por meio da internet que um grupo de pessoas mobilizadas em função da causa – e da casa – do leão entraram em contato com o Rancho dos Gnomos, que funciona como uma espécie de santuário para animais selvagens, sediado em Cotia. O Rancho confirmou que vai receber Simba, que deixará de ser um "sem-teto". Mais de 1,2 mil pessoas já curtiram a causa do leão Simba no Facebook.
Esses animais contam com o apoio de uma grande rede que está em constante comunicação. Tanto na internet como nas cidades, pessoas engajadas na defesa dos animais se ajudam na busca de alternativas e soluções para cada caso, vide Buba e Nino, que não se conhecem, mas já dividiram até a fisioterapeuta.
Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/07/donos-de-animais-miram-exemplo-de-leao-ariel-e-pedem-ajuda-na-web.html
Redes sociais, blogs e sites especializados reúnem padrinhos de bichos.
Por Carlos Giffoni, G1.
É muito difícil ver um animal sofrendo e não se sensibilizar. Por isso, donos de gatos, cachorros e até leões viram na internet uma maneira de conseguir ajuda para os seus bichos. O tratamento de uma gata tetraplégica, por exemplo, pode sair muito caro para uma estudante sem fonte de renda. Mas as redes sociais, os blogs e os sites especializados têm tornado a velha prática de “passar o chapéu” cada vez mais útil para os responsáveis por esses animais financiarem esse cuidado.
Centenas de páginas na internet sobre ajuda a animais são encontradas sem esforço. Uma comunidade preocupada com esses animais está sempre em comunicação. Então, o fisioterapeuta de um cachorro tetraplégico é recomendado para uma gata na mesma situação. A médica que faz acupuntura em um animal é indicada para outro, e assim muitos animais conseguem tratamento.
O leão tetraplégico Ariel mobilizou uma corrente de solidariedade na internet. Mais de 55 mil pessoas já curtiram sua página no Facebook apenas até esta quarta-feira (20). Ainda não tão famoso, mas com quase 4 mil fãs, o pastor alemão Buba, de 2 anos, também precisa de ajuda. Ele chegou tetraplégico a uma clínica veterinária em São Paulo. O dono, receoso pelo trabalho a ser dispendido para cuidar do cachorro, optou pela eutanásia, Mas os veterinários da clínica resolveram adotar o animal.
Há cerca de três meses em tratamento, Buba ganhou peso – já passou da casa dos 30 kg –, recuperou massa muscular e até o raciocínio, que havia sido prejudicado por causa da doença, segundo a veterinária Mariana Cappellanes, uma das cinco “mães” de Buba. “As patas traseiras do Buba praticamente não tinham movimento nem sensibilidade. Hoje ele já responde à dor e tem reflexos”, diz.
Mas o cuidado de um cão assim exige muitos gastos. No site Vakinha, onde se pode coletar doações para um motivo específico, seja para a ajuda de um animal, seja para um projeto de faculdade, os responsáveis por Buba pedem R$ 10 mil. As doações ainda estão em cerca de R$ 700, mas o pastor alemão conta com o apoio de veterinários e simpatizantes que não o deixam sem tratamento. A ressonância magnética é um dos procedimentos mais caros nos casos de tetraplegia em animais de estimação, chegando a custar R$ 1 mil, e Buba já conseguiu financiar a sua.
Levantando doações
A gata Luciana também precisou de uma ressonância magnética e foi em busca da ajuda de terceiros na internet. Marina Camarinha, estudante de ciências sociais em Marília, a 444 km da capital paulista, não tem fonte de renda e se tornou a responsável por Luciana, hoje com quatro meses, após encontrá-la numa caixa na rua com outros dois gatos filhotes. Na sua república, moram mais cinco estudantes. A superpopulação na residência, porém, é de animais domésticos: seis gatos e dois cachorros.
“Mesmo com a casa cheia, não tinha como deixar aqueles filhotes na rua. O plano era cuidar deles até encontrarmos quem os quisesse adotar”, diz a estudante. E foi isso o que aconteceu com os outros dois filhotes, mas não com Luciana. Durante visita à casa de uma amiga, um cachorro que estava solto mordeu Luciana e a arrastou pelo quintal, fraturando três vértebras da gata. Como ela ainda era muito nova, os ferimentos atrapalharam o seu crescimento.
O nome dado ao animal é uma referência à personagem de Aline Moraes na telenovela “Viver a Vida”, de Manoel Carlos, que foi ao ar na TV Globo entre 2009 e 2010. Na trama, Luciana era uma modelo que ficou tetraplégica em um acidente, assim como a gata.
Para cuidar de Luciana, sua dona já promoveu rifas, vendeu bombons na faculdade e distribuiu souvenires como ímãs de geladeira para agradecer aos colaboradores. “Gasto em média R$ 600 por mês em sessões semanais de acupuntura e fisioterapia, fraldas, pomadas e numa ração diferenciada, já que o desenvolvimento de Luciana foi afetado pelo trauma.” No Facebook, mais de 800 pessoas curtiram a sua comunidade. E para manter os “padrinhos” bem informados, a dona da gata mantém um blog com vídeos do tratamento e informações sobre animais que precisam de cuidados semelhantes.
A história do gato Nino lembra a de Luciana. A dona de casa Susana Pavini soube de um gato que tinha sido espancado por uma criança perto de sua casa, na Zona Norte de São Paulo. “Quando eu o encontrei, ele estava ‘torto’, deitado sobre pedaços de madeira”. Pavini levou o gato ao veterinário, que recomendou um neurologista para Nino, pois a agressão afetou os seus comandos e o deixou tetraplégico.
Há três semanas no Facebook, mais de 2,9 mil pessoas curtiram a sua página e Pavini conseguiu uma patrocinadora para a ressonância magnética a ser feita no gato. Veterinários que souberam da sua história se dispuseram a ajudar. “Nino faz fisioterapia com a mesma pessoa que cuidava do cão Buba”, diz Pavini, que também contou com a ajuda de uma amiga acupunturista. A dona de casa gasta cerca de R$ 1 mil por mês em cuidados com o gato e, por isso, também recorreu ao Vakinha para levantar doações. No site, ela pediu R$ 600, mas tinha arrecadado R$ 800 até a última quarta (20).
Coitadinhos de Santos
A Confraria Miados e Latidos, que cuida de gatos e cachorros em São Paulo, precisou recorrer à ajuda na internet após ficar responsável por cerca de 70 animais que foram encontrados em Santos, no litoral paulista, na casa de uma mulher que foi interditada. A maioria dos “coitadinhos de Santos”, como ficaram conhecidos os animais, já foi adotada, mas os gastos da ONG quadruplicaram desde então, chegando a mais de R$ 4 mil em um mês.
Além de produzir itens customizados, como camisetas, para vender, a Confraria promove rifas na internet com parceiros – em só uma delas a arrecadação chegará a R$ 1,4 mil.
Ex-sem-teto
A causa dos animais que precisam de ajuda tem formado grandes redes que se espalham pelo Brasil em busca de parceiros. A internet reduziu a distância entre Ivinhema, cidade localizada a 297 km de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, e Cotia, na Grande São Paulo.
O zoológico da cidade sul-mato-grossense foi desativado em 2005. Lá, vários animais foram abandonados, já que não havia novos lares. A Prefeitura ainda custeia os gastos de alimentação do leão Simba, entre outros animais que não contam mais com cuidados periódicos e precisar de uma casa.
Mas foi por meio da internet que um grupo de pessoas mobilizadas em função da causa – e da casa – do leão entraram em contato com o Rancho dos Gnomos, que funciona como uma espécie de santuário para animais selvagens, sediado em Cotia. O Rancho confirmou que vai receber Simba, que deixará de ser um "sem-teto". Mais de 1,2 mil pessoas já curtiram a causa do leão Simba no Facebook.
Esses animais contam com o apoio de uma grande rede que está em constante comunicação. Tanto na internet como nas cidades, pessoas engajadas na defesa dos animais se ajudam na busca de alternativas e soluções para cada caso, vide Buba e Nino, que não se conhecem, mas já dividiram até a fisioterapeuta.
Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/07/donos-de-animais-miram-exemplo-de-leao-ariel-e-pedem-ajuda-na-web.html
Marcadores:
bem estar,
cadeira de rodas,
cuidados,
deficientes,
fisioterapia veterinária,
incontinência
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Mell e seus novos primeiros passos...
Primeiros novos passos
Uma linda, meiga e brincalhona cachorrinha chamada Mellody foi adotada, em julho de 2009, em uma feirinha de animais. Um mês depois, ele começou a apresentar convulsões e foi diagnosticada com cinomose. Com muita amor e dedicação , os novos tutores cuidaram dela que teve paralisia em decorrência da doença. Seis meses depois, ela começou a dar os novos primeiros passos.
Emocionante!!
Fontes: http://www.anda.jor.br/2010/12/24/primeiros-novos-passos/
http://www.youtube.com/watch?v=NZNBDNN7Gjc&feature=player_embedded
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Produtos para Pets Especiais - Parte 11! Sacos para proteger os pets cadeirantes
Sacos para proteger o pet especial quando não estão nas suas cadeiras de rodas.
◦Ideal para proteger o tórax e membros.
◦Previne infecções urinárias e úlceras.
◦Mantém lençóis e cobertores secos
◦Feito de nylon,
◦Lavável à máquina.
Link: http://handicappedpets.com/www/index.php/component/k2/item/54-drag-bags.html
Marcadores:
cadeira de rodas,
deficientes,
incontinência,
suporte para cães doentes
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Produtos para Pets Especiais - Parte 9! Fraldas Descartáveis...
Fraldas funcionais para seu Pet!
Fraldas inteligentes, descartáveis Peepers Pet é a sua melhor solução para todo o dia / noite toda proteção para o seu animal de estimação.
Agora você pode tirar proveito de atrativos, fralda funcional.
Nosso novo "Cover-Ups" estão reunidos com um elástico macio na cintura e pernas, com fecho de velcro para ajustes de abertura e reforçado para o rabo.
Feito com um algodão pré-encolhido e poliéster,
Fraldas inteligentes são duráveis e irá enfrentar a água quente de lavagem.
Estão agora disponíveis em cores brilhantes, com diferentes estampas divertidas -um imperativo para sua moda. (E seis tamanhos para assegurar um ajuste confortável!).
Fonte: http://handicappedpets.com/www/index.php/fancy-pants.html
Fraldas inteligentes, descartáveis Peepers Pet é a sua melhor solução para todo o dia / noite toda proteção para o seu animal de estimação.
Agora você pode tirar proveito de atrativos, fralda funcional.
Nosso novo "Cover-Ups" estão reunidos com um elástico macio na cintura e pernas, com fecho de velcro para ajustes de abertura e reforçado para o rabo.
Feito com um algodão pré-encolhido e poliéster,
Fraldas inteligentes são duráveis e irá enfrentar a água quente de lavagem.
Estão agora disponíveis em cores brilhantes, com diferentes estampas divertidas -um imperativo para sua moda. (E seis tamanhos para assegurar um ajuste confortável!).
Fonte: http://handicappedpets.com/www/index.php/fancy-pants.html
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Produtos para Pet Especiais - Parte 2! Colchonete para pets com incontinência...
Protector ™ Pad são utilizados em hospitais para proteger os pacientes, este pad acolchoado é ótimo para animais de estimação mais velhos incontinentes de treinamento para filhotes de cachorro. Camurça de poliéster com camada absorvente fundo revestido de PVC pode ser usado em casa ou no carro quando viaja.
Fonte: http://handicappedpets.com/www/index.php/protector-pads.html
Fonte: http://handicappedpets.com/www/index.php/protector-pads.html
Produtos para Pets Especiais - Parte 1! Cama para pets com incontinência...
Queridos, observando as dificuldades que os pets têm em encontrar ajuda para seus problemas, as doenças e tudo que envolve deixar nossos pets confortáveis, principalmente aqueles com necessidades especiais, que é o enfoque do meu blog.
Postarei todos produtos selecionados com a intenção de auxiliar, ajudar, dar idéias para quem sabe fazerem por aqui, já que ninguém os importa.... ou se importa, né?!
Vamos lá, então:
O SleePee-Time Bed ® é um produto único, novo projetado especificamente para ajudar os cães mais velhos e aqueles que sofrem de incontinência urinária de obter um sono de boa noite. Também pode ser usado simplesmente como uma cama fresca, superfície confortável, uma cama para qualquer animal de estimação.
A cama, com a sua construção inovadora patenteada, conforta o cão, enquanto a urina flui para baixo, a uma bandeja firme embaixo. A pele do seu cão e seu tapete ficar mais seco, para fazer uma casa tudo-em torno mais feliz!
Seu cão dorme em uma cama de malha de fibra de poliéster revestido de vinil especiais. Este tecido original tem uma malha maior que o normal, estrutura em tubos de PVC, assim a urina flui facilmente através da tela de proteção para a bandeja de espera abaixo. Com um SleePee-Time Bed ®, o cão não estará dormindo em uma poça!
O SleePee-Time Bed ® é como dar abraços em seu cão, um luxo revestido com "cordeiros fleece" ralos e um travesseiro para o calor e segurança, mas no projeto original o fofinho "cordeiros fleece" fica limpo e seco. Finalmente, um sono de boa noite!
É muito fácil de limpar após seu animal de estimação com o sistema ® SleePee-Time - basta pulverizar a cama com qualquer produto de limpeza domésticos não-abrasivo e limpar! Podendo também para ficar limpo e seco, ser removido para a máquina de lavar e secar, se necessário. O pan mantém o piso ou tapete limpo também.
O ar circula sob a sua companhia com tela ® SleePee-Time está aberto para dormir numa superfície para promover conforto e evaporação. Seu cão fica mais seco, o que é melhor para a pele!
A SleePee-Time Bed ® é baixa próxima do chão, por isso é fácil para retirar e recolocar seu pet na cama sem tombos etc - Perfeita para cães que sofrem de problemas ortopédicos.
Acessível, também - o SleePee-Time Bed ® vem com a cama, travesseiros e urina panela, de tamanho médio (bom para cães até 25 quilos), tamanho grande (para cães até o tamanho de um labrador ou golden retriever).
Fonte: http://handicappedpets.com/www/index.php/cushion-set-for-sleepee-time-bed.html
Postarei todos produtos selecionados com a intenção de auxiliar, ajudar, dar idéias para quem sabe fazerem por aqui, já que ninguém os importa.... ou se importa, né?!
Vamos lá, então:
A cama, com a sua construção inovadora patenteada, conforta o cão, enquanto a urina flui para baixo, a uma bandeja firme embaixo. A pele do seu cão e seu tapete ficar mais seco, para fazer uma casa tudo-em torno mais feliz!
Seu cão dorme em uma cama de malha de fibra de poliéster revestido de vinil especiais. Este tecido original tem uma malha maior que o normal, estrutura em tubos de PVC, assim a urina flui facilmente através da tela de proteção para a bandeja de espera abaixo. Com um SleePee-Time Bed ®, o cão não estará dormindo em uma poça!
O SleePee-Time Bed ® é como dar abraços em seu cão, um luxo revestido com "cordeiros fleece" ralos e um travesseiro para o calor e segurança, mas no projeto original o fofinho "cordeiros fleece" fica limpo e seco. Finalmente, um sono de boa noite!
É muito fácil de limpar após seu animal de estimação com o sistema ® SleePee-Time - basta pulverizar a cama com qualquer produto de limpeza domésticos não-abrasivo e limpar! Podendo também para ficar limpo e seco, ser removido para a máquina de lavar e secar, se necessário. O pan mantém o piso ou tapete limpo também.
O ar circula sob a sua companhia com tela ® SleePee-Time está aberto para dormir numa superfície para promover conforto e evaporação. Seu cão fica mais seco, o que é melhor para a pele!
A SleePee-Time Bed ® é baixa próxima do chão, por isso é fácil para retirar e recolocar seu pet na cama sem tombos etc - Perfeita para cães que sofrem de problemas ortopédicos.
Acessível, também - o SleePee-Time Bed ® vem com a cama, travesseiros e urina panela, de tamanho médio (bom para cães até 25 quilos), tamanho grande (para cães até o tamanho de um labrador ou golden retriever).
Fonte: http://handicappedpets.com/www/index.php/cushion-set-for-sleepee-time-bed.html
Assinar:
Postagens (Atom)












