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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Pets velhinhos merecem todo seu amor até a despedida....

As quatro patas da Mel já não correm com a mesma agilidade de quando entraram na vida da família Coelho, 14 anos atrás. A cocker spaniel prefere passar os dias deitadinha, mal senta, e se cansa logo no início da caminhada. As orelhas compridas não ouvem tão bem quanto antes. Os olhos que hoje aparentam cansaço de quem muito viu a tutora chegar em casa, também estão deixando de funcionar aos poucos. É hora de se preparar para a despedida.
Que eles vivem menos do que nós, isso é certo. A expectativa de vida de um pet varia de acordo com a raça, mas não vai além dos 16, 17 anos. Por terem menos tempo, parece que eles têm a necessidade de aproveitar tudo ao máximo. Latem, brincam, sorriem, dão amor e fazem arte para que a vida não passe batido. Nem a deles e nem a nossa.
“A Mel entrou na nossa vida assim, eu tinha um poodle que levava num pet shop e um senhor de lá me ofereceu ela. Queria vender, eu disse que eu não comprava cachorro, porque tinha muitos de rua, mas se ele quisesse dar, eu pegava”, relembra a aposentada Joelma da Silva Coelho, de 68 anos.
Uma bela noite, o mesmo senhor bateu à porta de Joelma. “Quando eu abri, ela correu e pulou em cima do sofá, tinha quatro meses, era magrinha. Eu perguntei e aí vai me dar ou vai vender e ele respondeu que ia me dar”. As travessuras de Mel levavam a tutora à loucura. As portas do quarto precisavam ficar fechadas e a casa teve de abandonar o hábito das plantas. As colchas de cama viravam chupeta para a cocker até que fossem furadas e nas plantas, a filhote enxergava um inimigo em potencial, porque quando menos se esperava, estava ela destruindo o vaso.
“Olha eu só fiquei com ela porque eu gosto muito de cachorro mesmo”, lembra. Mel já tinha passado por seis casas, mas só encontrou um lar com Joelma. “Agora ela está com 14 anos e não quero nem pensar, se um dia…” A frase ela não termina. O medo da despedida cala a voz e as palavras. Na teoria Joelma sempre soube que aquela filhote morreria um dia.
“Hoje ela é assim, muito mais calma, mas foram quase duas eutanásias. A veterinária sempre disse que ia tentar, mas que não sabia se haveria um jeito. Uma das vezes, uma doença na pele evoluiu tanto que Joelma não queria chegar até a clínica. “Meu medo era chegar lá e ter uma notícia ruim. Dessa vez eu cheguei e ela estava me esperando no portão com um lacinho. A veterinária só disse que era um milagre e porque ela era muito amada”, afirma.
Amor nunca faltou à Mel. A tutora já tinha experiência com cães, inclusive da raça da cadela, e sabia que cedo ou tarde, teria de se despedir. “Essa raça não dura tudo isso, vai no máximo até 11, 12 anos”, tenta se consolar. Joelma sabe que a partir de agora o caminho é o de se despedir.
Mel é quase gente na casa e se fosse pessoa a tutora avalia que seria das melhores para se conviver. Ela que sempre morou em apartamento já dividiu teto com cachorro, seis filhotes recém nascidos da “irmã” e gatos. Mas o que gosta mesmo, além do carinho da tutora, é de laranja. Quando Joelma chama para comer “lala”, ela espera que descasque a fruta e se esbalda.
O cenário de uma cadela brincalhona e espevitada tem ficado no passado. “Ela já anda muito devagar, às vezes para na rua e eu tenho que carregar, levantar ela é um custo”, comenta Joelma – em parte porque o animal sempre esteve acima do peso.
“Eles se tornam da família, sabe? Os cachorros, eles não cobram nada de você, são uma retribuição infinita do amor que a gente dá. Pode chegar em casa chateado, que ao abrir a porta, a primeira coisa é encontrar com eles e eles nem querem saber se você trouxe alguma coisa”, explica.
Nos dias de angústia, tristeza e até solidão, Mel foi a fiel escudeira. “Ela põe a patinha na minha perna como quem diz: não fica assim. Ela é uma grande amiga, minha companheira e nós já passamos por altos e baixos”, relata.
Agora o relógio corre mais rápido, os ponteiros puxam consigo os dias do calendário, diminuindo assim o tempo de Mel na casa onde fez um lar. “Eu me arrependo de nunca ter deixado ela cruzar. Quando eu perder ela, não vai ter mais nada aqui para falar, era da Mel. A gente nunca está preparado. Eu tenho que estar, eu sei disso, é a vida. A gente nasce e morre, mas vou sentir falta, muita falta”.
Fujona até hoje – Nas nossas andanças em busca de cães na terceira idade, encontramos Kiara Pelúcia. O nome completo é este, mas a tutora, Jacqueline Nascimento, de 32 anos, nunca a chamou assim, nem para dar bronca, o que segundo ela, nunca foi preciso.
Aos 15 anos, Kiara é fruto de uma mistura de fox paulistinha com pequinês. Nasceu branca e chocolate, mas agora as manchinhas coloridas deram lugar aos pelos brancos. Ela já não ouve nada, nadinha mesmo. Para chamá-la é preciso ir até ela. A vantagem é que a pequenina continua espoleta como se fosse um filhote. “É que ainda não contaram que ela é uma idosa”, brinca Jacqueline.
A cadela foi dada por um amigo logo que nasceu e chegou à casa da tutora ainda como uma “bolinha de pelo”. A surdez de hoje foi gradativa, no entanto ano passado ela ‘baqueou’ mais um pouquinho e já começou a preparar a família para sua despedida. Kiara teve um tumor na mama, correu risco na cirurgia, mas teve uma recuperação milagrosa.
Nos 15 anos de vida, Kiara já fez até aula de dança com a tutora. “Ela foi me seguindo até lá, quando eu vi, não dava para trazer ela de volta, então ela entrou comigo. Ficou deitada de barriga para cima como eu e ficava me olhando”, recorda uma das histórias que vai ficar para sempre na memória de Jacqueline.
“A morte é inevitável, é a única certeza da vida. A gente pode até falar que está preparado, mas nunca está”, comenta. E não é que durante a entrevista, a cachorrinha escapou pela grade do portão e fugiu pra rua? Continua fujona e dando susto até hoje.
O Soneca – Com 17 anos de vida, o cachorro “salsichinha” ganhou o nome devido ao sono que sempre foi em abundância. Hoje, ele se locomove pela casa bem devagar, já não sobe ou desce degraus sozinho e nem ouve quando alguém o chama.
A tutora, Lenita Cavalheiro de Lima, de 54 anos, teve de aprender a assoviar. “Só assim que ele escuta”, explica. As complicações da idade lhe tiraram além da audição, a visão nítida e em troca disso deixaram a sensação de frio e problemas renais. “Ele só fica de roupinha porque sente muito frio”, afirma. Há cinco anos ele saiu para passear e não voltou por 15 dias. Depois do sumiço repentino, passou a começar a apresentar problemas. “Ele vai fazer 17 anos, é membro da família, presenciou tudo. O crescimento do meu filho”, conta.
Se não tivesse o Soneca na casa, era certo que haveria outro cão. “Cachorro sempre traz harmonia para a casa. E eu só peço a Deus, quando ele for, para que não sofra”.
A expectativa de vida dos cães aumentaram de uns anos para cá, devido aos cuidados com alimentação, vacina e visitas ao veterinário, mas nada que ultrapasse a maioridade, ou seja, os 18 anos. Veterinária Débora Cristina Ribeiro Lachi, de 37 anos, explica que a anatomia dos cães é inversamente proporcional à expectativa de vida deles. “Quando maior o porte, menos dura o cachorro. Um poodle pode durar até 17 anos, um rottweiler até 10″.
De um modo geral, a partir dos 9 anos, os cães já precisam mudar a alimentação e adotar a ração específica de idosos. “Alguns apresentam cataratas, problemas de visão, articulares”, explica.
Há 11 anos na área, ela já viu tutores sofrerem muito quando a temporada das despedidas é aberta. “Às vezes a pessoa tem cachorro desde que o filho nasceu. Há os que sabem que o animal não vai durar muito, mas faz o possível para melhorar a sobrevida”, afirma.
Sobre o que sempre se ouviu, de que para morrer os cães se afastam dos tutores, Débora explica o porquê se entendeu por tanto tempo que este era um hábito dos pets. “Antigamente o cão ele não ficava próximo da residência, dentro de casa, ele ficava no quintal. O que se percebia era que com o tempo ele não vinha mais ao encontro do tutor e ficava essa impressão, mas acredito que é exatamente ao contrário. Hoje eles convivem mais perto, dentro de casa e para mostrar que não estão bem é que eles se aproximam. O convívio e a socialização do cão com o homem é muito maior”, considera a veterinária.
O melhor amigo do homem também parte. Mas diferente dos tutores, eles não esperam a velhice para mostrar o amor que sempre tiveram no coração.

Animais com deficiência visual.... Vivem Bem!!!

Lidar com animais que têm alguma deficiência visual é desafiador. Porém, com os cuidados necessários e, principalmente, a dose certa de amor, o gatinho ou cachorrinho pode ter uma vida plena e feliz realizando todas as atividades normais de qualquer bichinho de estimação.
O especialista em oftalmologia veterinária Fábio Brito explica que os problemas relacionados à visão podem ter causas congênitas, quando o animal já nasce com a deficiência na visão, ou hereditária, que é desenvolvida com o tempo. “O primeiro passo é procurar o especialista para diagnosticar o problema e avaliar o que pode ser feito”, diz o veterinário. 
Cada caso é diferente e pode envolver um tratamento cirúrgico, como é o caso da catarata, ou ser um quadro irreversível. “A perda da visão por idade nem sempre é permanente. É recomendado que a partir dos seis ou sete anos os animais domésticos façam consultas anuais com esse propósito', explica. 
O tutor pode observar mudanças no comportamento do animal que indiquem que existe alguma problema na sua visão. É importante ficar atento se o cão ou gato, ao sair do seu ambiente doméstico, esbarra em objetos. O tutor também deve observar se os seus olhos dos animais estão com a cor natural ou com manchas azuladas. Pode-se fazer testes como abanar alguma bolinha de algodão na frente do animal e observar se ele a segue com o olhar.
Alguns tutores podem demorar a identificar a deficiência, principalmente se o animal for um filhote. Foi o caso da jornalista Juliana Aragão, que só descobriu que o seu gato Serafim era cego quando ele tinha 10 meses. O gatinho aparentava um comportamento normal, interagindo com os outros gatos da casa, brincando, correndo e até subindo em móveis altos sem dificuldade. “Comecei a desconfiar só quando notei que o reflexo dos olhosdele brilhava mais que dos outros gatos e fiz um teste simples: balancei um brinquedo que não fazia barulho na sua frente. No começo ele parecia olhar, mas ele estava apenas sentindo a vibração. Quando o afastei da sua frente, ele continuava a brincar sozinho no ar”, conta Juliana. 
Depois de observar que havia algo estranho, ela o levou ao especialista que, após exames na retina, constatou a cegueira total e irreversível. Fisicamente, Serafim só apresenta estrabismo. Ele compensa o fato de não enxergar tendo seus outros sentidos mais apurados. “No começo eu tive pena, mas agora percebo: pena do quê? Ele é totalmente adaptado e faz coisas incríveis”, diz, orgulhosa, a tutora de Serafim. 
Sem mudanças
Para quem tem um animal com deficiência visual em casa, é preciso tomar alguns cuidados. Evite mudar constantemente os móveis de lugar - ele vai se adaptar ao local onde vive e ficar fazendo alterações pode fazer com que ele acabe colidindo com eles e se machuque. 
Também não faça mudanças no local da água e da ração. Coloque telas de proteção nas janelas, evitando quedas e, se morar em casa, não deixe o portão aberto, para evitar fugas.
Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/pecao/2014/07/14/interna_pecao,515983/caes-e-gatos-com-deficiencia-visual-podem-levar-vida-normal-saiba-como-identificar-problemas.shtml


segunda-feira, 25 de março de 2013

Cachorra recupera visão após superar infecção e abandono


Flo, uma mastim napolitana de um ano, tinha tanta pele em excesso na testa que lutava para enxergar e desenvolveu uma infecção nos olhos, o visual enrugado da cadela abandonada resultou no aparecimento da síndrome da terceira pálpebra, uma infecção a qual ela tinha predisposição genética.
Protetores de animais encontraram a cadela nas ruas depois que ela foi abandonada por seus donos – que provavelmente não podiam pagar por seu tratamento, segundo relata o Daily Mail.
A visão de Flo foi recuperada com uma plástica facial que custou 100 libras, mas sua visão foi salva graças a uma plástica facial que custou 1000 libras e envolveu levantar a pele em torno de seus olhos para curar a infecção.
Flo, que vem sendo cuidada pela Happy Endings Rescue em Faversham, Kent, agora busca um novo lar, a instituição pretende doa-la.
O fundador da Happy Endings, Chris Johns disse, “Flo estava abandonada. Estava em péssimas condições, imagino que seu tutor não podia pagar por seu tratamento, ela tinha um microchip do tutor, mas o tutor não a quer de volta.”
“Não sei porque as pessoas criam cachorros assim se não querem cuidar deles. Ela sente-se bem melhor agora que pode enxergar, o veterinário cortou seu supercílios e puxou as pálpebras de volta. Se não funcionar ela terá que fazer uma plástica facial completa.”
“A síndrome da terceira pálpebra é uma disfunção da membrana nictitante, também conhecida como terceira pálpebra, presente nos olhos de cães e gatos, mas mais vista em cães jovens, de menos de dois anos, de várias raças, a síndrome é considerada um problema genético e sabe-se pouco sobre como preveni-la.”
O Sr. Johns completa: “Ela está sendo cuidada em um lar provisório, mas precisaremos de um lar permanente quando ela melhorar, atualmente arcamos com contas de veterinários que somam cerca de 12000 libras para todos nossos animais, estamos tentando levantar fundos para pagar essas contas.”
Por Kelly Marciano.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Vitória & Lucí, uma linda história de amor


Vitória é uma llasa apso com idade estimada de 12 anos, mas acaba de chegar na casa da secretária aposentada Lucí Ferreira da Silva, de 64 anos. Na quinta (20), Lucí abriu a porta e o coração para receber a cadelinha, que está com tumores no corpo, cega e surda.
O médico veterinário disse que Vitória tem pouco tempo de vida, mas Lucí não se importa. “Enquanto ela viver, vou fazê-la o mais feliz que eu puder”, garantiu a secretária.
Vitória chegou à vida de Lucí graças a dois amigos que encontraram a cadelinha na rua. Doente, ela estava caminhando com dificuldade e com a língua para fora. Eles resgataram a peludinha e levaram ao veterinário. Sem poder ficar com ela, pediram ajuda a Lucí, que tem um histórico de ter protegido outros cães e gatos. “Infelizmente, é muito comum abandonarem animais doentes e velhos. Vou ficar com ela até a última hora”, diz Lucí, afirmando que gostaria que quem a abandonou visse que Vitória está bem cuidada agora. “Um animal é para o resto da vida. Na maioria das vezes, os humanos é que são os irracionais”,  diz a nova amiga de Vitória.
Lucí apoia a promoção “Ame o Seu Pet”, que reverte parte da verba arrecada para a ONG Clube dos Vira-Latas. Para participar, junte sete selos mais R$ 9,90 e troque por miniaturas de cães e um produto Sanol Dog. Você ainda pode concorrer a uma viagem à Disney.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Gastrite nos nossos Pets!!

Na correria do dia a dia, stress e má alimentação podem se combinar em uma perigosa bomba para o estômago. Até mesmo para os animais domésticos. Submetidos a cuidados excessivos, capazes de gerar dependência e ansiedade, e alimentados com quitutes inadequados, cães e gatos vêm convivendo cada vez mais com a gastrite. "Não se deve humanizar os bichos, achando que eles podem ingerir as mesmas coisas que comemos", diz o veterinário endoscopista Franz Yoshitoshi. Também não se deve deixar, no caso dos cachorros, de impor liderança dentro de casa. "Se você pega um animal de personalidade forte e não impõe seu comando, vai ter com ele uma estressante disputa", diz outro veterinário, Gustavo Mano.Além da "humanização", que agrava a condição gástrica dos animais domésticos, outros fatores podem causar problemas, como a ingestão de medicamentos antiinflamatórios e reações alérgicas. A boa notícia é que alguns sinais podem ajudar o dono a perceber se seu cão ou gato está com gastrite, e atacá-la a tempo de evitar uma situação mais grave, com uma úlcera. "A gastrite é um processo inflamatório que pode estar relacionado a uma série de causas e que, se não tratado adequadamente, pode desencadear algo pior", afirma Aparecido Camacho, professor da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Cães vegetarianos - Quando um cachorro investe sobre uma planta da casa, por exemplo, pode estar querendo mais do que fazer uma simples boquinha. "Esta é uma forma instintiva de comer algo para proteger a mucosa gástrica", explica Mano. Mas nem todo cão que aprecia o verde tem problema no estômago. Ele pode mesmo ser fã do prato, já que cachorros não são estritamente carnívoros. Já um gato, carnívoro inequívoco, deve ser encaminhado para consulta se flagrado aderindo a um menu vegetariano.

Principais razões da gastrite em cães e gatos:

Alimentação
  • Dieta à base de salame, pizza, bolacha e doce em geral - provenientes do prato do dono
  • Excesso de sal, gordura e condimentos
  • Comida muito fria ou muito quente
  • Volume excessivo de comida
Corpo estranho
  • Ingestão de brinquedos e outros objetos que se alojam no estômago
Stress
  • Por ser mais dependente do homem, o cão se estressa quando fica só
  • Se o dono não impõe comando, o cachorro pode entrar em disputa com ele
Remédios
  • Uso de antiinflamatórios e corticóides
  • Administração de medicamentos usados pelos donos, sem aval veterinário
Outros
  • Problemas no esôfago
  • Insuficiência hepática e renal
  • Alergia a tipos específicos de alimentos
  • Infecção pela bactéria Helicobacter pylori (H. Pylori) ou por vírus
 Outra maneira de perceber a gastrite é por meio do comportamento do animal. Bichos amuados, arqueados (pela dor abdominal) ou com distúrbio alimentar são suspeitos. "É muito frequente o animal com problema gástrico ter distúrbio alimentar. Ou ele não come ou come e depois vomita. Ou, ainda, passa a querer coisas que não costumava consumir, mesmo não alimentos", afirma Mano. Sinais digestivos, como fezes escuras e com sangue, além de diarréia, também podem indicar avaria no estômago.
Diagnóstico - Os sintomas são os primeiros caracteres lidos pelo veterinário, durante o exame clínico. Um exame laboratorial, contudo, é quase sempre necessário para completar o diagnóstico. Nessa etapa, podem ser realizados um hemograma e um exame de imagem, como ultrassom, raio-x ou endoscopia. O último é o mais indicado, especialmente porque, algumas vezes, o transtorno é causado por um objeto que o animal ingeriu e que se alojou no seu estômago. E que, dependendo do tamanho, pode ser retirado durante a endoscopia. Caso seja grande, exigirá uma intervenção cirúrgica.
O tratamento pode incluir remédios e uma dieta com alimentos pobres em gordura, que facilitem a digestão. "Quando se suspeita de que a gastrite é consequência de alergia a algum tipo de proteína, como a da carne bovina, deve-se substituir o alimento", diz Camacho, da Unesp. Segundo ele, é "relativamente comum" um animal doméstico desenvolver alergia à proteína da carne de vaca. Uma ração que não traga o ingrediente na receita pode ser uma boa alternativa. Só não se pode, como no caso dos humanos, adotar a auto-medicação - sempre arriscada. Até porque, se não devemos "humanizar" o animal, não podemos repetir com ele os erros que cometemos.
Minha Dica:
Como já sabemos as rações(super premium) que são vendidas no Brasil, são muito gordurosas, inclusive com uso de restos, e não de produtos de primeira, sim estou falando das rações super-premium, as abaixo desta graduação são ainda piores.
Se vc resolver mudar a dieta do seu cão, e começar a pensar em fazer uma dieta equilibrada, caseira e ou crua, entre aqui: http://www.cachorroverde.com.br/
Ninguém entende mais de nutrição animal neste país do que a Jornalista e Veterinária Sylvia Angélico.
Bjks pra vcs!
Fonte:http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/tratar-seu-cao-como-gente-pode-provocar-gastrite-nele#quadro1

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Megaesôfago é coisa séria...

Gente amada que a Bella é uma fofa, entrando sozinha na cadeirinha, isso é indiscutível. Mas alguns sites publicaram como fofura, humanização ou diversão, na real é coisa séria. Bella tem uma doença congênita que se chama "Megaesôfago", esta cadeira foi desenvolvida para que ela se alimente e "segure" o alimento, do contrário o animal não consegue se alimentar e morre. Existe tb cirurgia, mas nem sempre dá certo... Parabéns para esta família que está fazendo o melhor pela Bella.
Portanto não é frescura é sobrevivência!
Aos sete meses de idade, Bella sofre de um problema digestivo que a impede de realizar suas refeições como um cachorro comum. Uma espécie de alargamento no esôfago obriga a cadelinha a ter de devorar sua comida de pé.
A doença, diagnosticada por veterinários como incurável, impede que o alimento engolido pelo animal chegue até o estômago, dando a sensação de fome constante.
A fim de amenizar o sofrimento da cachorra, o casal americano Donna e Joe Koch, donos de Bella, se inspiraram nos cadeirões infantis para criar um objeto capaz saciar a cadelinha.
No horário de suas refeições, Bella voluntariamente se instala em uma cadeira com o espaço correto para encaixe de seu corpo, no sentido vertical. Uma tampa sustenta a tigela com a ração do animal.
Ao jornal Daily Mail desta segunda-feira (12/12), os americanos contaram que, além do “cadeirão”, facilitam a alimentação de Bella misturando a ração em água quente. “Como ela não tem contrações musculares, a ajudamos com a cadeira e a comida amolecida. Ela está se saindo super bem!”, comemoraram.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Zandor, um herói ESPECIAL...

"Resgate de um herói chamado Zandor
Quando fomos convidados(
VETERÍNARIOS NA ESTRADA) para retornar à cidade de Nova Friburgo, não imaginávamos que faríamos mais um resgate.
Agora, nosso resgatado é um herói, o cão Zandor.
Zandor é um cão mestiço labrador e pastor alemão, que, por 4 anos serviu como soldado, no canil dos bombeiros de Magé, Rio de Janeiro.
Zandor recebeu treinamento intensivo, atuou em varias missões, localizou corpos, salvou vidas e trouxe dignidade a muitos.
Apresentou problemas graves de saúde. Teve glaucoma severo bilateral, decorrente da doença que o carrapato transmite, o que levou a perda total da visão.
Quase sem recursos financeiros, seu dono, Sargento Peixoto, nos procurou pedindo ajuda no caso Zandor.
Durante nossa ação e atuação na Região Serrana , no RJ, conhecemos o Sargento Peixoto, juntamente com outros Bombeiros de outros quartéis do Brasil e de outros Países, como K9 de Portugal.
Imediatamente nos colocamos a disposição da corporação de Magé, e trouxemos Zandor para São Paulo.
Realizamos vários exames, onde constatamos uma doença grave , Erliquiose. Uma doença transmitida por carrapatos, o que provavelmente levou ao glaucoma agudo, e a perda da visão.
Zandor recebeu medicação e tratamento VIP.
Zandor teve ajuda tb auxílio espiritual foi super energizado.
Zandor recebeu visitas do Comandante Ferreira, do Corpo de Bombeiros Civis de Campo Limpo Paulista, e Diego, adestrador que está trabalhando cães farejadores na região de Campo Limpo Paulista.
 
Foi uma cirugia delicada, pois tínhamos que controlar a dor, maior inimigo deste tipo de cirugia do seu amigo. Seu turor estava apreensivo com o procedimento cirugico, afinal, Zandor seu amigo e companheiro seria submetido a uma cirurgia de risco....
Apresentava melhoras a cada dia, e, quando estava em condições de cirurgia, no dia 31 de maio, realizamos a enucleação dos dois olhos.
Dia 7 de Junho, Zandor está em plena recuperação,realizamos troca dos curativos a cada 48 horas,continuamos com a medicação. Zandor está muito atento. Sem sentir dor, caminha mais confiante pelas ruas, consegue apurar outros sentidos, conseguindo melhor se localizar em ambientes que anda pela primeira vez. Durante todo o resgate, tratamento e procedimento, a equipe do Programa Domigo Espetacular nos acompanhou e documentou tudo, em breve a historia do Zandor será exibida na íntegra(21/08/11), em horário nobre, como Zandor merece.
Zandor, você está sendo um herói e exemplo de vida. Apesar de não mais ver com seus olhos, consegue enxergar na alma do homem a confiança e segurança que você, muitas vezes demonstrou.
Após a cirurgia, o Zandor foi transferido para a Pet Life, Clinica que pertence ao meu irmão do coração. Hoje, passados 15 dias, retiramos os pontos, e refizemos o hemograma.
Recuperação pós cirúrgica
A mais pura demonstração de superação.
Para nossa surpresa e alivio, os pontos estavam totalmente cicatrizados, a ferida cirurgica estava seca, sem secreções e o hemograma estava NORMAL.....
O Zandor estava quase impossivel de ser contido, para retirarmos o curativo, foi necessario 3 pessoas, pois ele estava euforico, e esse comportamento tem sua logica......SEM DOR.....
Ganhei até beijos......... O Zandor está ótimo, apesar de não ter mais seus lindos olhos, agora ele vê com o nariz, ouvidos e coração.....
Após sairmos da clinica, fomos dar um passeio no parque do Museu do Ipiranga, o Zandor corria como um filhotinho, sem medo, confiante, pode parecer pouco, mas ele até levantou a perna para fazer xixi..... para ele foi tudo de bom poder cheirar as arvores sem ter medo sem sentir dor....
Na volta, fizemos uma parada no quartel dos bombeiros do Ipiranga, onde está o Primeiro GB. Todos os bombeiros estão acompanhando a historia do Zandor, e ficaram emocionados quando o viram...
Zandor está muito bem, sem dor, sem desconforto, recebendo muito carinho e solidariedade, muito importante para sua total recuperação. Apesar da aparencia, pois ele está sem seus olhos, Zandor demonstra estar feliz e contente, com apetite e disposição. Quando anda na rua, tem total confiança em quem o conduz.
Zandor, o significado de seu nome é tão nobre quanto seu espirito.
Zandor significa "A DEFENSORA" A primeira letra do seu nome, sua letra do destino, diz que voce pode ter varios problemas na vida, mesmo que não os busque para si. Mas é alguém que possui um grande coração e muita vitalidade também. Um dia, voce terá que confiar mais nos outros e acreditar que a felicidade existe sim....
Zandor, esse é voce........
Zandor volta pra casa
Foi recebido por todos do canil......
Acessem o video, onde contamos a história desde o início, algumas imagens do mkof do programa.
Desde nosso primeiro contato até seu retorno, em Magé, Rio de Janeiro foram 47 dias . Durante todo esse período, Zandor nos ensinou muito. Nos ensinou que, conseguimos conviver com diferenças, tanto faz o que voce enxerga, o mais importante é ver com o coração.
Zandor dormiu tranquilamente durante toda viagem, mas quando chegamos ao quartel, reconheceu imediatamente sua casa. andou por toda parte sem a necessidade de guia. caminhou ao lado doSgto. Peixoto, sempre sorrindo com sua cauda......
"Quando Deus, nosso criador, uniu o cão ao militar, ambos formaram uma unidade de salvamento.
Com seu faro aguçado, o cão passou a ser os olhos daquele que o conduzia....
Com sua audição apurada, passou a ser os ouvidos.....
Essa unidade de salvamento e resgate nos salva de escombros e florestas, sempre dando forças um ao outro.....
E quando a situação for adversa e mais dificil de superar....ambos encontram forças para continuar.....
A determinação de nunca recuar e a nobre missão de salvar, jamais fracassar....."
As frases acima foram tiradas da oração do adestrador, que explicam perfeitamente a sincronia entre homem e animal.
Zandor dentro da viatura dos Bombeiros, no dia 28 de junho de 2011.
Assim que entrou na viatura, se ajeitou como de costume......estou em casa ele pensou.....
Zandor sentiu-se em casa dentro da viatura.
Sempre agradecemos a Deus por nos acompanhar nas estradas, e agradecemos a ELE por estar ao nosso lado sempre."
Por Vet. Amélia.
PESSOAS MAIS QUE ESPECIAIS: SEU TUTOR SARGENTO PEIXOTO, A VET. AMÉLIA MARGARIDA DE OLIVEIRA, ZANDOR E VET. FÁBIO GIORDANO.
"Fazei de seu faro, meus olhos!"
Fonte: http://www.veterinariosnaestrada.com.br/samba/blog/7-expedicoes/176-zandor.html
http://www.veterinariosnaestrada.com.br/samba/blog/54-reportagens/177-um-heroi-animal-zandor.html
http://www.veterinariosnaestrada.com.br/samba/blog/7-expedicoes/178-zandor-volta-para-casa.html

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Conheça as doenças mais comuns em gatos

Muito se ouve falar sobre as doenças que acometem os cachorros, mas, há, também, enfermidades perigosas que atacam os felinos.
A pedidos do R7, a veterinária Stella Pazos, do Hospital Dog Care, listou as cinco doenças mais comuns nos gatos.
A primeira, segundo a especialista, são as doenças respiratórias. Os gatos podem apresentar bastante problemas neste complexo.
Aprenda truques para dar remédio para seu bichinho
-Eles podem apresentar secreções verdes bem parecidas com a do homem. Além de, grande dificuldade para respirar, falta de apetite e, até mesmo, uma úlcera na boca.
Stella afima que existe medidas de precaução e o gatinho pode ser vacinado contra esta doença. Há, também, inalação para o pet e tratamento com antibiótico.
- O problema é identificar, nem sempre o felino espirra, por isso é importante ficar de olho no comportamento dele e, principalmente, se está parando de comer.
Interprete as atitudes dos gatos
Outro problema citado pela médica é a leucemia viral felina. Muito semelhante com a humana, esta doença é causada por um vírus transmitido por meio da saliva do bichano.
- Não há necessidade de encostar em algum ferimento, basta apenas ter contato com a mucosa do gato.
De acordo com a veterinária, esta doença é responsável em debilitar o sistema imunológico do animal.
- Existe um teste feito em laboratório para prevenir e, também, uma vacina específica. Se o felino já tiver contraído a doença, ele pode fazer um tratamento contra estresse, para que o vírus não seja ativado. Esta doença acomete, geralmente, os gatos mais jovens.
Outra doença bem humana que atinge os felinos é a aids felina. Também com sintomas bem parecidos ao dos homens, esta enfermidade é transmitida por meio de saliva, entretanto deve ter contato direto com algum ferimento presente no bichano.
- A doença atinge o sistema imunológico, gerando emagrecimento e maior facilidade de contrair outras doenças, mas, o gato consegue sobreviver por longos anos com a aids. Hoje em dia há tratamentos para aumentar a imunidade, bem semelhantes os que são aplicados em seres humanos.
A pnaleucopenia felina também faz parte da lista das doenças mais comuns dos felinos. Ela causa uma inflamação intestinal no gato, causando diarréia altamente contaminante.
-Atinge mais gatos de rua e de abrigo. Geralmente é transmitida por saliva, fezes e contato com animal contaminado. O hábito de se lamber, que os gatos possuem, pode fazer com que se contaminem. Há vacina para prevenir esta doença.
E, por fim, a diabetes. A causa é a mesma que acomete os homens: aumento da quantidade de glicose no sangue.
- É uma incapacidade do pâncreas de produzir insulina, capaz de regular o açúcar no sangue. Os sintomas são: o aumento de urina, uma sede excessiva e, claro, perda do apetite.
A diabetes pode ser tratada por meio de injeção de insulina e com uma dieta específica.
Fonte: http://entretenimento.r7.com/bichos/noticias/conheca-cinco-doencas-comuns-dos-gatos-20110726.html?question=0

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Hematozoários...

Vocês sabem o que são?
Sabem como prevenir?
Então leiam o texto abaixo, escrito pelo Vet. Carmello Liberato Thadei CRMV/SP 0442.
Bjks Cecília
HEMATOZOÁRIOS
Trypanosoma cruzi - Plasmódios - Babesia bigemina - Theileria parva - Babésia - Erlichias
São descritos em Parasitologia, que é a Ciência Biológica que estuda os seres vivos do reino animal que necessitam espoliarem outros seres vivos para poderem sobreviver, algumas espécies situados em posição inferior na escala zoológica, e que por serem unicelulares (protozoários) e parasitarem as células do sangue de seus hospedeiros são denominados de hematozoários.
Entre esses chamados hematozoários, devido sua real importância em medicina tanto veterinária quanto humana, destacam-se os seguintes:
1 - Trypanosoma cruzi - Causador da doença descrita pelo cientista brasileiro Carlos Chagas, e que por essa razão recebeu o nome de seu descobridor: Doença de Chagas. Devido sua importância, tratarei oportunamente dela em artigo específico, porém desde já é necessário ficar realçada a particularidade de não ser efetivamente esse protozoário um real hematozoário, já que embora circule no sangue de seus hospedeiros, tem predileção por parasitar células do tecido muscular, em especial aquelas do coração e denominadas miocárdicas, onde causa grave inflamação específica, por isso chamada de miocardite chagásica.
2 - Plasmódios: Plasmodium vivax; Plasmodium falciparum; Plasmodium malariae e Plasmodium ovale Stephens - Esses organismos unicelulares , todos eles causadores de doenças conhecidas por Malárias ou simplesmente Maleitas , são efetivos hematozoários pelo fato de parasitarem exclusivamente as células sangüíneas, em especial aquelas da linhagem vermelha denominadas hemácias . Ocorrem tanto no homem quanto em animais causando-lhes além de debilitação dos organismos em que se albergam como parasitas, também suas mortes quando não convenientemente tratados. Não tendo agora intenção deles tratar especificamente, voltarei ao assunto oportunamente em outro texto.
3 - Babesia bigemina, também chamado de Piroplasma begeminum, Pyrosoma, Apiosoma, ou Ixidioplasma. É esse protozoário parasita sanguíneo dos animais, causando-lhes a doença conhecida por Babesiose, Febre do Texas (Texas Fever), e no Brasil conhecida por Tristeza Bovina, já que são os animais da espécie bovina ou bubalina os mais atacados por esse hematozoário. Em seu ciclo parasitário esse protozoário parasita do sangue passa por um hospedeiro intermediário , quase sempre um carrapato, este podendo pertencer a várias espécies zoológicas. No Brasil é o carrapato conhecido por Boophilus o principal veiculador dessa doença para o gado vacum. Já nos Estados Unidos (Texas), esse hospedeiro intermediário do protozoário é do gênero zoológico Ixodes. Assim sendo, esse hematozoário em zoologia deve ser considerado como heteroxeno, já que em seu ciclo biológico passa por mais de um hospedeiro para cumprir seu ciclo parasitário, no caso, o carrapato como hospedeiro intermediário e uma espécie animal mamífera como hospedeira definitiva.
4 - Theileria parva, também denominada Piroplasma parvum, causa no gado bovino também doença parecida com a anterior, porém ocorrendo principalmente na África Oriental , daí a denominação da doença correspondente: Fébre da Costa Oriental da África. Difere da doença anterior (Tristesa Bovina), por ser causada por um protozoário específico, que também é diferente em sua biologia já que não pode ser transmitido de um animal a outro por meio de sangue contaminado como aquela, e também pelo fato de conferir aos animais que se curam uma imunidade duradoura, o que não ocorre com a Tristeza Bovina causada pela Babésia.
5 - Babésia caballi, também denominado Piroplasma equorum ou Nutalia. É o protozoário parasita do sangue dos animais pertencentes às espécies eqüinas , como o próprio cavalo. Essa doença ocorre mundialmente, sendo freqüente na Itália, França, Rússia e nos países balcânicos, assim como na África , Índia e também nos países sul americanos, inclusive o Brasil. Os hospedeiros intermediários (carrapato), pertencem ao gênero Dermacentor, sendo a espécie Dermacentor reticulatus o mais freqüentemente encontrado como disseminador da doença.
6 - Babésia ovis, também chamada por Babesiella ovis, causa em animais da espécie ovina doença similar a Tristeza bovina sendo os carrapatos pertencentes ao gênero Rhipicephalum os mais comumentementes encontrados como vetores e transmissores da doença denominada Babesiose Ovina . Ocorre na Rumania, Hungria, Alemanha, Bulgária e Rússia, e principalmente nos países situados na orla do mar Mediterrâneo.
7 - Babesia canis, também denominada Piroplasma canis, é morfologicamente semelhante àquelas que parasitam os animais das espécies bovina e eqüina, diferenciando-se apenas pelo fato de serem de tamanho maior e apresentarem-se no interior das hemácias em número de até 16 protozoários numa única célula vermelha do sangue circulante. Como hospedeiro intermediário foram já assinaladas várias espécies de carrapatos , entre os quais: Rhipicephalus sanguineus, tanto no Brasil como na Europa. Pelo fato de determinar nos cães parasitados sangramento pelas pontas das orelhas, recebia o nome de Nambi-Uvú por nossos indígenas, que em linguagem Tupi significa: Orelha que sangra. Os animais parasitados albergando esse protozoário em seu sangue circulante, principalmente no interior das hemácias, têm em conseqüência ao fim de curto período de tempo a ruptura desses glóbulos vermelhos, o que é chamado de lise sangüínea ou hemólise, e como conseqüência sobrevindo além de anemia do tipo hemolítico , também a presença do pigmento vermelho do sangue: a chamada Hemoglobina, dissolvida no próprio sangue , levando ao que é chamado de icterícia hemolítica. Determina mortalidade alta nos animais não tratados convenientemente.
8 - Erlichias, que como a anterior (Babésia), também parasitam os glóbulos vermelhos do sangue dos animais da espécie canina. São espécies de protozoários próximas às próprias Babésias, só destas diferenciadas mediante técnicas especiais biológicas. A doença correspondente é similar ao Nambiu-Uvú já assinalada por nossos indígenas.
DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS - É feito mediante coleta de sangue dos animais suspeitos, mediante picada com agulha diretamente da orelha. A quantidade mínima de uma gota é suficiente, a qual é estendida em esfregaço em lâmina de vidro, o qual após seco deve ser fixado pelo álcool metílico, e em seguida corado pelo método de Gimsa. Levada essa lâmina em seguida ao microscópio ótico, com utilização do maior aumento das objetiva e ocular com a chamada técnica de imersão, serão facilmente visualizados esses hematozoários situados no interior dos glóbulos vermelhos sangüíneos, quando positivo. A diferenciação dos diferentes hematozoários é feita pelas características morfológicas próprias desses parasitas , vistos na lâmina de sangue preparada pela técnica anteriormente descrita e pela espécie animal parasitada, além obviamente, dos outros sinais clínicos constatados no organismo doente.
SINAIS CLÍNICOS DAS DOENÇAS - Pelo fato desses parasitas do sangue determinarem lise dos glóbulos em que se situam como parasitas , ocorre em conseqüência diminuição do número relativo dessas hemácias , levando o animal parasitado a apresentar além de anemia também icterícia do tipo hemofílico. Disso resulta apatia do animal, o que valeu a doença o nome de Tristeza, e no caso daquelas que parasitam, cães, o sinal presente de hemorragia expontânea pelas pontas das orelhas . Referido sangramento ocorre em conseqüência da própria anemia causada pela doença nesses animais, o que inclusive pode levar o animal a morte quando não devidamente tratado a tempo. Animais intensamente parasitados chegam a ficar com as mucosas aparentes como aquela dos olhos (conjuntiva) e a própria mucosa da boca e gengivas completamente pálidas e mesmo esbranquiçadas, sinais esses que chamam a atenção do observador atento.
TRATAMENTO - Para cada tipo de hematozoário existe no mercado farmacêutico medicamento específico, o qual deve ser ministrado individualmente de acordo com o peso e idade do animal parasitado. Além disso medicação para regeneração dos glóbulos vermelhos deve também ser instituida, tais como sais ferrosos , quer como suplemento alimentar na ração ou mesmo mediante injeção muscular ou endovenosa. Conforme a gravidade do parasitismo o veterinário deverá indicar a medicação que melhor se enquadre no caso em questão.
PROFILAXIA - O combate ao hospedeiro intermediário é medida importante, e no caso de serem carrapatos esses hospedeiros transmissores, prescrição de banhos carrapaticidas, que podem ser quer com produtos a base de arsênico como se fazia antigamente, até os modernos produtos químicos fosforados e clorados. Para alguns tipos de Babésias de animais, como as chamadas Anaplasmas, existem também vacinas profiláticas, que podem ser ministradas quando os animais atingem em média um ano.
PREMUNIÇÃO CONTRA BABÉSIAS - Animais de alta linhagem genética, por serem mais sensíveis não apenas ao próprio carrapato como também a esses hematozoários, devem sofrer quarentena antes de serem levados para pastagens onde existam carrapatos contaminados, e durante essa mesma quarentena sofrerem o que é chamado de Premunição contra Tristeza, que nada mais é que inoculação de sangue onde estejam presentes glóbulos vermelhos parasitados por determinados hematozoários e durante a subsequente elevação térmica decorrente, receberem tratamento quimioterápico correspondente. Estabelecer-se-há dessa forma um equilíbrio biológico no animal que tenha sofrido essa premunição, entre a quantidade desses hematozoários no sangue e a própria capacidade desses animais de por sua própria capacidade biológica regenerarem suas hemácias lisadas, e com isso conviverem com os próprios carrapatos e os hematozoários de forma harmoniosa. Poder-se-ia chamar a essa situação de verdadeira Coexistência Pacífica. Determinadas raças de animais, como são o caso das raças zebuinas bovinas (Gir, Nelore, Guzerá, Indubrasil e seus mestiços), apresentam maior resistência a Tristeza Bovina . Já as raças oriundas do chamado boi europeu (Bos taurus), como a Holandesa, Chianina, etc. são altamente sensíveis a esses hematozoários, requerendo obrigatória Quarentena e Premunição quando importados de regiões ou países onde não existe o mal.
Dr. Carmello Liberato Thadei. Médico Veterinário.
PORTANTO CUIDADO COM O CARRAPATO!!
Fonte: http://www.saudeanimal.com.br/artig152.htm
Fonte da Imagem: http://www.cveuropa.com/layout.php?codigo=130&area=1&info=

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