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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Cavalo vítima de maus tratos recebe prótese e é adotado!

Em junho de 2013, a Brigada Militar (BM) e a Sociedade Amigos dos Animais (Soama) receberam denúncia de maus tratos de um cavalo, que estava ferido e foi abandonado numa área de mato no bairro Parque Oasis em Caxias do Sul, na Serra. Nesta segunda-feira, faz pouco mais de um ano que o animal foi encontrado. Ele sobreviveu, foi adotado por um casal e ganhou uma prótese em uma das patas.

Assim que localizaram o animal, BM e ONG procuraram ajuda veterinária, porque o cavalo apresentava baixo peso, estava tomado de "bicheiras" e não conseguia nem levantar. O casal Vitor Boldrini e Adriana Castilhos Suzin, que passou pelo local, pediu para ficar com o animal e se comprometeu a providenciar o socorro necessário.

O cavalo ganhou o nome de Campeão e foi levado até a Cabanha Del Fuego, em Monte Bérico, onde passou a ser cuidado e medicado 24 horas por dia. Ele foi tratado pela bióloga Renata Onzi e pelo marido Mauricio Lazzari, que se uniram à causa e se revezavam para salvar o animal, com aplicação de soro, vacinas, curativos e até mesmo transfusão de sangue.

Apesar de toda a dedicação, uma ostemielite tomou conta de uma das patas e, um mês depois de encontradro, o animal passou por uma amputação. Inconformados com o destino do cavalo da raça crioula, com procedência registrada e nominado "Baião da Bandeira 198" de uma cabanha de Jaguarão, amigos do casal uniram força, fizeram rifa para angariar dinheiro e conseguiram colocar uma prótese no Campeão.

Passado pouco mais de um ano de sua localização, com gastos que se aproximam de R$ 15 mil, o equino recuperou o peso e caminha normalmente com ajuda da prótese, que já teve que ser trocada quatro vezes para se adaptar ao tamanho do cavalo, que ainda continua crescendo.

Este é primeiro caso de adaptação de pata mecânica que se tem registro de um equino no Rio Grande do Sul, e segundo caso no Brasil, o protético de prótese humana, fez o projeto em caráter experimental, comovido com a trajetória de amor, cuidado e sofrimento dispensado pelos amigos. "É importante a divulgação, para conseguirmos novas informações e experiências que possibilitem o desenvolvimento de recursos adequados para a melhor qualidade de vida do Campeão", disse a bióloga Renata.

O homem suspeito do crime foi identificado e respondeu a um processo criminal, mas teve a pena convertida em multa. 
Fonte: http://www2.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=529922 

Startup desenvolve aparelho que detecta problemas cardíacos

Em Florianópolis, capital de Santa Catarina, os empresários Gabriel Paim, Lucas Neves e Jonatas Pavei montaram uma startup que desenvolve equipamentos médicos e veterinários de alta tecnologia. O principal produto é um aparelho que faz eletrocardiograma em animais de estimação.
O equipamento, cuja fabricação é terceirizada, é portátil, custa R$ 4 mil e deve ser conectado a um notebook e a um simulador de sinais cardíacos. O aparelho já está no mercado e a expectativa é que as vendas cresçam nos próximos anos. Uma clínica de animais de estimação em São Paulo comprou o aparelho. O veterinário Luís Felipe dos Santos, especialista em cardiologia, afirma que o produto tem ajudado muito nos diagnósticos.
A startup recebe suporte de uma incubadora de Florianópolis, apoiada pelo Programa de Incentivo e Gestão de Negócios do Sebrae, para crescer no mercado. A incubadora apoia também outras 17 startups, sendo que 6 delas estão instaladas na própria incubadora, e as outras recebem suporte à distância.
CONTATOS:
SEBRAE
Central de Relacionamento: 0800-570-0800
www.sebrae.com.br
INPULSE (DESENVOLVEDORA DE EQUIPAMENTOS MÉDICOS E VETERINÁRIOS)
Contato – Empresário: Gabriel Veloso Paim
Av. Desembargador Vitor Lima, 260, sala 908 – Trindade
Florianópolis/SC – CEP: 8040-900
Telefone: (48) 3721-8758
Site: www.inpulse.med.br
INCUBADORA MIDI TECNOLÓGICO (INCUBADORA DE EMPRESAS)
Contato – Coordenador: Gabriel Santos
Rua Patrício Farias, 131, sala 502 – Itacorubi
Florianópolis/SC – CEP: 88034-132
Telefone: (48) 4009-3223 

Anjos de rodinhas

Tanto na mitologia como na ótica da religião, anjos são seres que têm asas. Entretanto, em Pinda, o autônomo Celso Hommer iniciou um trabalho denominado “Anjos de Rodinhas”. Ele ajuda cães deficientes a encontrarem uma nova forma de retomar uma vida normal.
Hommer constrói “cadeiras de rodas” adaptadas para animais de estimação sob medida. Esse trabalho é divulgado em uma página nas redes sociais e, por meio dela, inclusive, já conseguiu ajudar animais de outros estados, como Goiás, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.
“O dono (do cão) ajuda com material quando tem condições financeiras. Quando não, temos toda uma equipe que conhece e admira nosso trabalho e acabam colaborando por meio de doações. Eu faço a cadeirinha mas, por trás disso, existem várias pessoas que ajudam indiretamente”, revela.
Como tudo começou
Há dois anos, Hommer era funcionário do pedágio da Água Preta e, um belo dia, avistou uma cachorrinha que apareceu na ciclovia. Ele começou alimentá-la para criar uma relação de amizade, visto que seu objetivo era levar a cadela para casa, pois sabia que aquele ambiente era perigoso, principalmente devido ao trânsito.
Inicialmente, ela era meio arisca então, para essa aproximação, Hommer levava alguns petiscos até que a confiança fosse conquistada.
O acidente
Em meio ao desenrolar dessa nova relação de amizade e confiança, ele planejou um dia em que iria trabalhar de carro a fim de trazer a cadela para sua residência. Porém, foi informado de que não seria necessário ir ao serviço naquele dia.
Mesmo sem a presença de Hommer no local, a cachorrinha foi até lá e, como não encontrou ninguém que lhe oferecesse um petisco, acabou atravessando a pista – momento em que foi atingida por um automóvel. Os passageiros desceram do veículo e colocaram-na no acostamento, mas ela acabou se arrastando e entrando no matagal, onde ficou cerca de oito dias, pois ninguém conseguia encontrá-la.
Hommer escutava os latidos do animal e esperava o dia amanhecer para que a claridade o ajudasse a achar a pequena cadela. No oitavo dia, já sem esperanças, “Vi”, como é chamada, foi encontrada. “Ela estava só pele e osso e a pata traseira já estava em decomposição. Do jeito que peguei o animal, levei ao veterinário, que optou por amputar uma das patas e fazer curativo na outra que, uma semana depois, também foi amputada”, relata.
Convivendo com a deficiência
O autônomo comenta sobre o desafio de ter o primeiro contato com um animal deficiente. Ele comenta que a primeira atitude foi procurar uma cadeira de rodas para o animal. Mesmo assim, ela não se adaptou. “Diante disso, fui pesquisar na internet instruções para construir uma cadeira e acabou construindo a primeira cadeirinha de rodas de cano “pvc”. Hommer fez várias tentativas construindo cadeiras. Embora a cadela Vi não tenha se adaptado com a alternativa, ele acabou descobrindo, ali, uma forma de ajudar animais deficientes.
“As pessoas que sabiam que eu construia cadeiras, me falavam de animais com deficiência e eu me dispunha a ir até eles, tirar a medida e confeccionar as cadeirinhas. E foi assim que a ação começou. Por ajudar a minha cadela, comecei a ajudar os outros cães”, orgulha-se Hommer.
Cães
Apesar de tudo ter começado com a pequena Vi, ela nunca se adaptou às cadeiras. Dessa forma, ela anda se arrastando com o “toquinho” das patas e exige de Hommer um cuidado todo especial, pois tem a saúde frágil, principalmente quando se trata de bactérias.
“Como ela se arrasta mas precisa se exercitar, preciso levá-la sempre onde há grama. Assim, ela não se machuca e consegue brincar um pouco. Não a deixo andar no asfalto ou cimento para não machucar”, revela.
Anjos de Rodinhas
Hommer então, na intenção de ajudar os outros cães deficientes, criou uma página no Facebook. Quando começou a construir as cadeiras, teve o desejo de criar uma forma de divulgar para todo o Brasil. Assim, o trabalho foi disseminado e ele já atendeu pedidos de Goiás, Natal e sul do país, enviando a cadeirinha pelos Correios.
Projeto
Hommer ainda conta que a intenção é criar, a partir desse trabalho, uma associação de amparo ao cão deficiente, objetivo este que vem buscando consolidar. Além disso, também busca parceiros que possam colaborar com a iniciativa. “A causa animal é abrangente. Comecei com a cadeirinha de rodas e, quando vi, já estava me envolvendo com tudo. Os maus tratos começam com o dono que não cuida. Também existem os animais de rua, os animais doentes. Acabei me engajando na causa animal. Infelizmente, não posso resgatar nenhum animal, mas procuramos dar aparato para os donos que não têm condições, seja com alimentação, cuidados, veterinário entre outros. É cada um fazendo a sua parte para melhorar a vida dos animais”, afirma.
Em defesa dos animais
O autônomo levanta a bandeira pela defesa de cães com deficiência, pois muitas pessoas decidem descartar esses animais, acreditando que só porque não andam mais não podem ter uma vida normal. “Eu tenho uma deficiente em casa e ela convive normalmente. Não é só porque não está andando que deve ser sacrificada”.
Ajuda
Quem tiver um animalzinho deficiente e desejar entrar em contato, pode acessar a página https://www.facebook.com/anjosderodinhas?fref=ts

Animais com deficiência visual.... Vivem Bem!!!

Lidar com animais que têm alguma deficiência visual é desafiador. Porém, com os cuidados necessários e, principalmente, a dose certa de amor, o gatinho ou cachorrinho pode ter uma vida plena e feliz realizando todas as atividades normais de qualquer bichinho de estimação.
O especialista em oftalmologia veterinária Fábio Brito explica que os problemas relacionados à visão podem ter causas congênitas, quando o animal já nasce com a deficiência na visão, ou hereditária, que é desenvolvida com o tempo. “O primeiro passo é procurar o especialista para diagnosticar o problema e avaliar o que pode ser feito”, diz o veterinário. 
Cada caso é diferente e pode envolver um tratamento cirúrgico, como é o caso da catarata, ou ser um quadro irreversível. “A perda da visão por idade nem sempre é permanente. É recomendado que a partir dos seis ou sete anos os animais domésticos façam consultas anuais com esse propósito', explica. 
O tutor pode observar mudanças no comportamento do animal que indiquem que existe alguma problema na sua visão. É importante ficar atento se o cão ou gato, ao sair do seu ambiente doméstico, esbarra em objetos. O tutor também deve observar se os seus olhos dos animais estão com a cor natural ou com manchas azuladas. Pode-se fazer testes como abanar alguma bolinha de algodão na frente do animal e observar se ele a segue com o olhar.
Alguns tutores podem demorar a identificar a deficiência, principalmente se o animal for um filhote. Foi o caso da jornalista Juliana Aragão, que só descobriu que o seu gato Serafim era cego quando ele tinha 10 meses. O gatinho aparentava um comportamento normal, interagindo com os outros gatos da casa, brincando, correndo e até subindo em móveis altos sem dificuldade. “Comecei a desconfiar só quando notei que o reflexo dos olhosdele brilhava mais que dos outros gatos e fiz um teste simples: balancei um brinquedo que não fazia barulho na sua frente. No começo ele parecia olhar, mas ele estava apenas sentindo a vibração. Quando o afastei da sua frente, ele continuava a brincar sozinho no ar”, conta Juliana. 
Depois de observar que havia algo estranho, ela o levou ao especialista que, após exames na retina, constatou a cegueira total e irreversível. Fisicamente, Serafim só apresenta estrabismo. Ele compensa o fato de não enxergar tendo seus outros sentidos mais apurados. “No começo eu tive pena, mas agora percebo: pena do quê? Ele é totalmente adaptado e faz coisas incríveis”, diz, orgulhosa, a tutora de Serafim. 
Sem mudanças
Para quem tem um animal com deficiência visual em casa, é preciso tomar alguns cuidados. Evite mudar constantemente os móveis de lugar - ele vai se adaptar ao local onde vive e ficar fazendo alterações pode fazer com que ele acabe colidindo com eles e se machuque. 
Também não faça mudanças no local da água e da ração. Coloque telas de proteção nas janelas, evitando quedas e, se morar em casa, não deixe o portão aberto, para evitar fugas.
Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/pecao/2014/07/14/interna_pecao,515983/caes-e-gatos-com-deficiencia-visual-podem-levar-vida-normal-saiba-como-identificar-problemas.shtml


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Cadela Vilma volta a andar após tratamento com células-tronco

Um cão de 3 anos que ficou tetraplégico foi curado graças a uma técnica com uso de células-tronco. Ele voltou a andar após ser tratado no hospital veterinário do Centro Universitário da Fundação de Ensino Octávio Basto , em São João da Boa Vista (SP). A técnica seria capaz de curar a cinomose, doença que atingiu o animal e pode levar à morte em pouco tempo.
Quem realizou o tratamento gratuito na cachorra de nome Vilma foi a médica veterinária Michele Andrade de Barros, que trabalha com terapia celular desde 2008. O animal sofria de cinomose, altamente contagiosa e causadora de sequelas neurológicas. A chance de vida com a doença é de apenas 5%.
A cadela ficou tetraplégica e, como os cães que não se locomovem mais podem desenvolver outras doenças, nesses casos os proprietários costumam optar pela eutanásia. Foi aí que a proprietária, uma professora de Educação Física, recebeu a sugestão de tentar o novo tratamento que poderia fazê-la voltar a andar. E já na primeira aplicação de células-tronco foi detectada uma melhora na qualidade de vida do animal. Depois, com três aplicações, Vilma voltou a se locomover.
A cachorra hoje leva uma vida normal e, segundo a veterinária, está totalmente curada.
"Existem outras patologias que também podem ser tratadas com células-tronco. Pode até não haver cura total, mas a melhora na qualidade de vida do animal já é muito boa", explica.
Por Rene Moreira.

Link: http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,cao-tratado-com-celulas-tronco-volta-a-andar,1027388,0.htm

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Cientistas fazem transplante de células de focinho e cãozinho volta a andar

Cientistas da Universidade de Cambridge conseguiram reverter a paralisia em cachorros, após injetar células retiradas do focinho dos animais.
De acordo com os pesquisadores, as descobertas mostram, pela primeira vez, que transplantando este tipo de células em uma medula muito lesionada pode trazer melhoras significativas e abre novas possibilidades.
"Acreditamos que a técnica pode vir a ser usada para recuperar parte dos movimentos em pacientes humanos com lesões na medula vertebral, mas há um longo caminho a percorrer até podermos afirmar que eles serão capazes de recuperar todos os movimentos perdidos", diz o biólogo, Robin Franklin que participou da pesquisa.
O estudo foi financiado pelo Conselho Médico de Pesquisa (MRC, na sigla em inglês) da Grã-Bretanha e publicado no jornal científico "Brain".
A pesquisa é a primeira a testar transplantes em animais com lesões sofridas na vida real, ao invés de usar cobaias de laboratório.
Em uma parceria do Centro de Medicina Regenerativa do MRC e a Escola de Veterinária de Cambridge, os cientistas retiraram amostras de células olfativas do focinho dos cães e as cultivaram em laboratório durante várias semanas.
Os 34 cachorros que participaram da pesquisa haviam sofrido lesões na coluna que os impediam de usar as patas traseiras.
Em 23 dos cães, foram injetadas células olfativas na coluna; nos outros 11, o chamado grupo controle, foi usada uma solução aquosa neutra, sem nenhum efeito, para ser usado como termo de comparação.
Enquanto muitos dos cachorros que receberam o transplante de células apresentaram melhoras significativas e voltaram a andar, nenhum dos caninos do grupo de controle apresentou movimento nas patas traseiras.
Porque o nariz?
Após chegar a idade adulta, o nariz é a única parte do corpo em que terminações nervosas continuam a crescer.
As células foram retiradas da parte posterior da fossa nasal. São células especiais que rodeiam os neurônios receptores que nos permitem sentir cheiros e convergir estes sinais para o cérebro.
Os cientistas dizem que as células transplantadas regeneraram fibras na região lesionada da medula. Isto possibilitou que cachorros voltassem a usar as suas patas traseiras e coordenar o movimento com as patas da frente.
Em humanos, o procedimento poderia ser usado em combinação com outras drogas para promover a regeneração da fibra nervosa e substituir tecidos lesionados.
Geoffrey Raisman, o especialista em regeneração neurológica da University College London, descobriu em 1985 este tipo de célula olfativa, que foi usada na pesquisa de agora.
Ele avalia que este foi o maior avanço dos últimos anos na área, mas diz que não é a cura para lesões de medula. "O procedimento permitiu que um cachorro lesionado voltasse a usar suas pernas traseiras, mas as diversas outras funções perdidas em uma lesão de medula, como uso da mão, controle da bexiga e regulação de temperatura, por exemplo, são mais complicados e ainda estão muito distantes".
Na pesquisa, as novas conexões não ocorreram em longas distâncias, necessárias para conectar o cérebro a medula. Os pesquisadores do MRC disseram que em humanos isto seria vital para pacientes com lesões na medula, que perderam funções sexuais e o controle da bexiga e do intestino.
Entre os cães com história de sucesso, está Jasper, um bassê(não seria um dachshund?), de dez anos de idade. "Antes do tratamento, nós usávamos um carrinho de rodas porque as suas patas traseiras eram inúteis, mas agora ele corre pela casa e no jardim e acompanha os outros cachorro, é maravilhoso", comemorou sua dona, May Hay.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Osteopata ajuda bebês elefantes órfãos a superar traumas


A pequena Wendi entrou em estado de choque quando viu sua mãe morrer e não conseguia respirar normalmente. Somente com a ajuda de um osteopata pioneiro o animal superou o trauma e cresceu normalmente. A história de Wendi, um bebê elefante no Quênia, é uma das que Tony Nevin, que há duas décadas viaja pelo mundo tratando todos os tipos de lesões em animais selvagens, melhor se recorda.
Tudo começou quando Nevin, que até então tinha apenas pacientes humanos, ofereceu seus serviços em um centro de resgate de animais perto de sua casa na Inglaterra para ajudar um quati doente que não respondia a nenhum tratamento.
Desde então, Nevin tratou de elefantes a pássaros, morcegos, rinocerontes e cobras. E a chave muitas vezes são as emoções, disse ele à BBC Mundo.
Nevin é um osteopata, ou seja, alguém que trata doenças e dores manipulando coluna, músculos e articulações dos pacientes.
Pressão com as mãos
"No caso dos bebês elefantes que ficaram órfãos, (eles) muitas vezes viram a mãe morrer nas mãos de caçadores e predadores. Esse choque tende a se manifestar de forma que o diafragma, a cabeça e o maxilar se contraem", disse Nevin.
A tensão no diafragma faz com que o animal não respire normalmente e isso acaba afetando todo o seu sistema digestivo, impedindo-o de se alimentar corretamente ou responder ao tratamento convencional com remédios. Alguns animais não sobrevivem, outros vivem com problemas por toda a vida.
"É uma reação de reflexo, parecida com o sofrimento humano em casos de choque. No tratamento, uso as mãos e as mesmas técnicas que aprendemos em cursos básicos para tratar as pessoas."
É como afinar um instrumento musical, no caso o sistema nervoso central, ou seja, cérebro e espinha dorsal, disse o osteopata à BBC. Colocando delicadamente as mãos sobre o paciente, ele trabalha com a respiração para alterar o estado do diafragma, "liberando a pressão cuidadosamente como se afrouxasse um elástico".
Com diferentes tipos de pressão, Nevin envia mensagens para o sistema nervoso central do animal. "A medida que o elefante inspira e expira, eu altero a pressão com as mãos, o que envia mensagens para a coluna para aumentar a comunicação com o diafragma. Eu também posso usar os pontos de pressão na mandíbula para ajudar a relaxar os músculos nesta área corpo."
Nevin diz que "é algo semelhante ao que acontece com uma pessoa, quando está muito tensa e range os dentes". Exercendo pressões de intensidades diferentes com as mãos para acompanhar a respiração do animal, Nevin restaura a comunicação entre os músculos e o sistema nervoso central "que sabe como operar normalmente, o problema é o estado de choque".
A pneumonia é outra condição que pode afetar os órfãos de elefante, que não têm a proteção do corpo da mãe. "Elefantes não podem tossir, mas algum movimento pode ser feito para o fluido suba a partir dos pulmões para ser expelido."
Mudança dramática
Alguns elefantes respondem a um único tratamento, enquanto outros exigem várias sessões. Nos jardins zoológicos na Inglaterra, Nevin também usa câmeras infravermelhas que mostram problemas no fluxo sanguíneo do animal em uma tela.
O resultado pode ser dramático. "Você vê uma grande mudança no comportamento e na personalidade (do elefante). Lembro-me de um caso na Tailândia, o da elefante adulta Dah, que ficou aterrorizada por todos os ruídos da cidade e pelo bosque. Ela só andava unida pela tromba aos companheiros."
Dah trabalhou arrastando troncos, mas quando o governo tailandês proibiu a exportação de algumas madeiras, os elefantes ficaram "desempregados" e foram levados para Bangcoc para trabalhar com turistas.
"Após duas semanas, pudemos tratá-la e liberar a tensão em seu corpo. A mudança foi dramática, ela só queria brincar. Os tratadores e eu ficamos com lágrimas nos olhos."
As técnicas utilizadas são semelhantes no caso de outras espécies. "É como se fosse um computador. Você precisa reiniciar o sistema nervoso e existem muitas técnicas diferentes para fazer isso."
Quando trata de cobras, Nevin recebe ajuda de suas pessoas, para que o animal "não se enrole em meu corpo". "Cobras também têm tensão nos músculos", afirma.
O interesse pelo uso da osteopatia em animais está crescendo e duas universidades, no País de Gales e em Londres, já oferecem cursos de pós-graduação. O osteopata diz que espera um dia poder trabalhar com grandes felinos e outras espécies na América Latina.
O reencontro
Para Nevin, uma das maiores satisfações de seu trabalho é "ter o privilégio de trabalhar com animais selvagens que, quando eles são saudáveis, rejeitam qualquer contato, mas quando estão mal permitem que eu me aproxime".
Outra grande alegria para o osteopata britânico é que os animais tratados voltem à natureza, como Wendi. "Quando tratei dela, ela tinha três semanas de vida e estava com pneumonia. Sete anos depois, eu estava em um lago no Parque Nacional de Tsavo, no Quênia, com vários bebês órfãos quando um grupo de elefantes adultos de aproximou. Um deles foi direto para mim e começou a me cheirar da cabeça aos pés, para a surpresa dos guardas do parque, que me perguntaram se eu conhecia o animal."
"Ela tem sete anos?", Perguntei. "Sim", responderam, "e o nome é Wendi". "Foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida."

sexta-feira, 23 de março de 2012

PHISIOVET

Olá gente querida, conversei por email com a Gabrielle que me explicou a forma de trabalhar da equipe da PHISIOVET:
"Não temos um espaço físico, hoje atendemos à domicílio e também em algumas clínicas que solicitam o nosso serviço, somos um grupo de veterinárias formadas na UFRGS e UFPEL com especialização em Fisioterapia e
Reabilitação Veterinária pelo instituto Bioethicus e em formação em Acupuntura pelo CBES. Atendemos em Porto Alegre e região metropolitana e na região sul do estado em Pelotas. Oferecendo os serviços de Reabilitação, fisioterapia, acupuntura, emagrecimento e atendimento especial para geriatras. Logo estaremos com o site no ar e ficará mais fácil o contato conosco. 
Me coloco à disposição para esclarecer qualquer dúvida."
ADOREI A IDÉIA!
SITE: http://www.physiovet.com.br/
EMAIL: gabrielle@physiovet.com.br
Boa sorte gurias! Bjks

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Gastrite nos nossos Pets!!

Na correria do dia a dia, stress e má alimentação podem se combinar em uma perigosa bomba para o estômago. Até mesmo para os animais domésticos. Submetidos a cuidados excessivos, capazes de gerar dependência e ansiedade, e alimentados com quitutes inadequados, cães e gatos vêm convivendo cada vez mais com a gastrite. "Não se deve humanizar os bichos, achando que eles podem ingerir as mesmas coisas que comemos", diz o veterinário endoscopista Franz Yoshitoshi. Também não se deve deixar, no caso dos cachorros, de impor liderança dentro de casa. "Se você pega um animal de personalidade forte e não impõe seu comando, vai ter com ele uma estressante disputa", diz outro veterinário, Gustavo Mano.Além da "humanização", que agrava a condição gástrica dos animais domésticos, outros fatores podem causar problemas, como a ingestão de medicamentos antiinflamatórios e reações alérgicas. A boa notícia é que alguns sinais podem ajudar o dono a perceber se seu cão ou gato está com gastrite, e atacá-la a tempo de evitar uma situação mais grave, com uma úlcera. "A gastrite é um processo inflamatório que pode estar relacionado a uma série de causas e que, se não tratado adequadamente, pode desencadear algo pior", afirma Aparecido Camacho, professor da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Cães vegetarianos - Quando um cachorro investe sobre uma planta da casa, por exemplo, pode estar querendo mais do que fazer uma simples boquinha. "Esta é uma forma instintiva de comer algo para proteger a mucosa gástrica", explica Mano. Mas nem todo cão que aprecia o verde tem problema no estômago. Ele pode mesmo ser fã do prato, já que cachorros não são estritamente carnívoros. Já um gato, carnívoro inequívoco, deve ser encaminhado para consulta se flagrado aderindo a um menu vegetariano.

Principais razões da gastrite em cães e gatos:

Alimentação
  • Dieta à base de salame, pizza, bolacha e doce em geral - provenientes do prato do dono
  • Excesso de sal, gordura e condimentos
  • Comida muito fria ou muito quente
  • Volume excessivo de comida
Corpo estranho
  • Ingestão de brinquedos e outros objetos que se alojam no estômago
Stress
  • Por ser mais dependente do homem, o cão se estressa quando fica só
  • Se o dono não impõe comando, o cachorro pode entrar em disputa com ele
Remédios
  • Uso de antiinflamatórios e corticóides
  • Administração de medicamentos usados pelos donos, sem aval veterinário
Outros
  • Problemas no esôfago
  • Insuficiência hepática e renal
  • Alergia a tipos específicos de alimentos
  • Infecção pela bactéria Helicobacter pylori (H. Pylori) ou por vírus
 Outra maneira de perceber a gastrite é por meio do comportamento do animal. Bichos amuados, arqueados (pela dor abdominal) ou com distúrbio alimentar são suspeitos. "É muito frequente o animal com problema gástrico ter distúrbio alimentar. Ou ele não come ou come e depois vomita. Ou, ainda, passa a querer coisas que não costumava consumir, mesmo não alimentos", afirma Mano. Sinais digestivos, como fezes escuras e com sangue, além de diarréia, também podem indicar avaria no estômago.
Diagnóstico - Os sintomas são os primeiros caracteres lidos pelo veterinário, durante o exame clínico. Um exame laboratorial, contudo, é quase sempre necessário para completar o diagnóstico. Nessa etapa, podem ser realizados um hemograma e um exame de imagem, como ultrassom, raio-x ou endoscopia. O último é o mais indicado, especialmente porque, algumas vezes, o transtorno é causado por um objeto que o animal ingeriu e que se alojou no seu estômago. E que, dependendo do tamanho, pode ser retirado durante a endoscopia. Caso seja grande, exigirá uma intervenção cirúrgica.
O tratamento pode incluir remédios e uma dieta com alimentos pobres em gordura, que facilitem a digestão. "Quando se suspeita de que a gastrite é consequência de alergia a algum tipo de proteína, como a da carne bovina, deve-se substituir o alimento", diz Camacho, da Unesp. Segundo ele, é "relativamente comum" um animal doméstico desenvolver alergia à proteína da carne de vaca. Uma ração que não traga o ingrediente na receita pode ser uma boa alternativa. Só não se pode, como no caso dos humanos, adotar a auto-medicação - sempre arriscada. Até porque, se não devemos "humanizar" o animal, não podemos repetir com ele os erros que cometemos.
Minha Dica:
Como já sabemos as rações(super premium) que são vendidas no Brasil, são muito gordurosas, inclusive com uso de restos, e não de produtos de primeira, sim estou falando das rações super-premium, as abaixo desta graduação são ainda piores.
Se vc resolver mudar a dieta do seu cão, e começar a pensar em fazer uma dieta equilibrada, caseira e ou crua, entre aqui: http://www.cachorroverde.com.br/
Ninguém entende mais de nutrição animal neste país do que a Jornalista e Veterinária Sylvia Angélico.
Bjks pra vcs!
Fonte:http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/tratar-seu-cao-como-gente-pode-provocar-gastrite-nele#quadro1

sábado, 26 de novembro de 2011

Baleia ganha prótese para tratar desvio na coluna

Biólogos do parque SeaWorld, na Flórida (EUA), criaram uma prótese ortopédica para cuidar de uma baleia com escoliose.
A curvatura na espinha impede o animal, uma baleia-piloto, de nadar normalmente.O parque afirma que esta é a primeira vez que uma prótese ortopédica é usada em uma baleia grande.
A baleia, chamada de "300", usa o artefato durante sessões diárias de fisioterapia. A ideia é que a prótese ajude a endireitar sua espinha para que ela possa usar a cauda.
Ainda é cedo para saber se a iniciativa funcionará e se a baleia poderá voltar a nadar normalmente, segundo um dos dirigentes da equipe de resgate animal do SeaWorld Orlando.
A baleia foi uma das mais de 20 que encalharam na costa da Flórida no início de maio.
Apenas duas delas foram consideradas saudáveis o suficiente para retornarem ao mar poucos dias depois.
Em 10 de maio, as cinco sobreviventes estiveram em um centro de recuperação, para receber maiores cuidados, mas três delas não resistiram.
As baleias fêmeas foram apelidadas de "Fredi" e "300", que desenvolveu a escoliose durante o tratamento.
Ambas foram consideradas frágeis demais para serem soltas de volta ao mar.
Fonte: http://f5.folha.uol.com.br/bichos/1007884-baleia-piloto-ganha-protese-para-tratar-desvio-na-coluna.shtml

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Lobo-guará recebe prótese ortopédica em Uberaba (MG)

Um lobo-guará, que recebe o nome de Fiel e tem seis anos de idade, recebeu uma prótese ortopédica no tornozelo da pata esquerda depois de ser resgatado pelo Corpo de Bombeiros em uma fazenda em Veríssimo, no Triângulo Mineiro.
O animal, resgatado em maio deste ano, conforme o médico veterinário Cláudio Yudi Kanayama, estava com uma fratura já cicatrizada. “Possivelmente o animal foi atropelado e, devido à dificuldade de locomover, o lobo parou de caçar, o que deixou cada vez mais fraco até não conseguir mais se levantar”, disse.
A prótese feita de plástico e borracha foi colocada no Hospital Veterinário de Uberaba depois de o animal passar por uma série de exames ainda em maio. De acordo com Yudi o procedimento não é comum.
“A prótese é muito leve e fácil de se adaptar no animal. O lobo-guará foi sedado para colocação da peça por se tratar de um animal silvestre e naturalmente agressivo.”
O maior medo da equipe, conforme o médico, era de que Fiel retirasse a prótese logo após acordar, porém, para a surpresa de todos “o animal reagiu muito bem e não se importou com a prótese presa na perna”, disse o médico.
Após seis meses da cirurgia, Fiel permanece em observação no Setor de Quarentena do Zoológico de Uberaba, para verificar se a prótese irá auxiliar na locomoção e na sustentação do corpo dele.
O médico explica que esse tipo de procedimento não é comum, mesmo em animais domésticos, como o cão e gato. “Nos EUA há empresas especializadas em próteses e órteses em cães, com o custo médio de 500 dólares cada peça. É raro fazer esse tipo de tratamento em animais silvestres.”
Fonte: http://www.anda.jor.br/22/11/2011/lobo-guara-recebe-protese-ortopedica-em-clinica-veterinaria-de-uberaba-mg

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Rottweiler Dalila com crises epiléticas...

"Oi, meu nome é cristina, tenho um cadela rottwailler, que se chama dalila..ela tem 1 ano e 7 meses...ela é epletica,com seis meses começou a primeira crise,ela toma gardenal 100mg...so que ela continua tendo crise fortes dia 11 de setembro ela teve 9 crise e tomando gardenal a cada crise..nao sei mais o que fazer para ajudar o meu bichinho..por favor me ajuda sera que o gardenal nao faz mais efeito... me da uma dica ...estou esperando as a sua resposta anciosa...."
Respondendo:
Olá Cristina, tudo bem? Como esta a Dalila?
Seguinte: Procure imediatamente um veterinário pq sua rottweiler NÃO pode ter esta sucessão de crises, ela pode não resistir.
Vc tem certeza q ela é epilética?? Precisa confirmar este diagnóstico.
Não posso medicar sua cachorra, mas posso lhe dar o exemplo do meu Tyson, que pesa 18 quilos, e toma 100mg de Gardenal 2X/dia(100mg de manhã e 100mg a noite) e Brometo de Potássio 600mg tb 2X/dia(600mg de manhã e 600mg a noite). O Brometo potencializa o efeito do Gardenal, e é menos "tóxico".
Mas quando ele entrava em crises, como esta que vcs passaram, o veterinário administrava na veia outros remédios combinados, tipo diazepam(senão me engano). E quando a crise é muito forte muitas vezes o animal é anestesiado, para que as crises parem.
O importante é NÃO deixar o animal ter crises convulsivas, mas até encontrar a dosagem adequada (peso x problema) podem sim ocorrer algumas crises.
Mantenha ela em local tranquilo, evite mudar alimentação e tb não estressá-la.
Cristina não desista de sua rott Dalila, estude o assunto, procure um veterinário e façam um tratamento que atenda imediatamente sua cachorra.
Forte abraço, Cecília.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

AVC em cachorros

“Existe cura para o AVC do meu cachorro? Alguém pode me ajudar?”, pergunta um internauta em um fórum de discussão virtual.
“Existem sim casos de AVC em cães. O que acontece, geralmente, é que muitos veterinários não sabem ainda diagnosticar o problema”, avalia Milton M. Morishin Filho, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu, especialista em cirurgia geral e neurocirurgia de pequenos animais. Entretanto, ele reconhece que o assunto é pouco divulgado, não há sites de profissionais habilitados a responder questões, ou que divulguem a produção científica a respeito do assunto para um público mais amplo.
Morishin Filho conta que, assim como em humanos, o AVC em cães pode ser causado por obstrução dos vasos sanguíneos – resultando em isquemia –, ou pela ruptura das paredes dos vasos sanguíneos – resultando em hemorragia cerebral. A maioria dos tipos de AVC diagnosticados nos humanos, também é encontrada nos animais, o que não surpreende, devido à semelhança estrutural apresentada pelos sistemas neurais dos diferentes mamíferos.
Diagnóstico
Antes considerado um diagnóstico incomum, o acidente vascular cerebral (AVC), tem sido cada vez mais identificado em cães e gatos.
Esse diagnóstico depende da exclusão de outras causas de encefalopatia focal e da identificação de uma doença primária que pode ser responsável por eventos isquêmicos/vasculares. Em geral, são indicados os seguintes procedimentos médico-veterinários: exames de sangue e urina, para identificar as causas subjacentes possíveis; medição da pressão sanguínea sistólica; realização de eletrocardiogramas; análises de fezes e culturas de sangue, para descartar a possibilidade de infestações parasitárias; e a análise líquida cérebroespinal, que pode ajudar a descartar doenças inflamatórias do sistema nervoso central, e ainda revelar hemorragias recentes.
Os exames que geram imagens em alta definição – conhecidos por tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM) – podem revelar lesões focais. Porém, nem sempre é fácil diferenciar tais lesões das de outras doenças como, por exemplo, a neoplasia. Por isso, a biópsia continua sendo um procedimento importante. “ Um exame neurológico bem detalhado pode sugerir o AVC, mas é impossível de diagnosticar com certeza”, avalia o médico da Unesp. Para ele, “o exame mais indicado para o diagnóstico realmente seria a ressonância magnética. Um exame caro e de difícil acesso ainda na veterinária”.
O alto custo dos exames de imagem – que chegam a valores entre R$400,00 e R$1.000,00 – e a existência de poucos centros especializados em exames em animais, são os principias obstáculos enfrentados no diagnóstico de AVC em animais. Outra dificuldade é que, diferente das pessoas, os animais não colaboram na realização dos exames, por isso é necessário anestesiar o animal para obter resultados precisos. “Nossos pacientes não dizem o que estão sentindo, não dizem se estão com bolinhas roxas na visão”, lamenta o veterinário.
Tratamento
De acordo com o artigo “Ischaemic and haemorrhagic stroke in the dog”, de Annette Wessmann, Kate Chandler, Laurent Garosi, publicado no The Veterinary Journal (2009), o tratamento é muito variado e dependerá do tipo e localização do AVC, da severidade da disfunção neural. Centra-se assim, na prevenção de danos cerebrais secundários ou de complicações, tais como aumento da pressão intracraniana ou apreensões, e identificar e tratar as causas primarias.
Felizmente, a maioria dos casos recuperam-se dentro de algumas semanas, somente com terapia de suporte e monitoramento, apresentando taxas de sucesso maiores do que nos seres humanos. Os sinais clínicos da disfunção neurológica em cães e com distúrbios cerebrais isquêmicos tendem a permanecer estáveis ou a melhorar ao longo do tempo. Os distúrbios hemorrágicos são mais raros, porém apresentam maiores índices de mortalidade. Feliciano Filho conta que seu cachorro, de 18 anos, teve AVC e foi tratado a tempo, recuperando-se com sequelas mínimas.
A recuperação dos animais, assim como em humanos, depende do reconhecimento dos sintomas e de um rápido e eficaz atendimento. Os sinais clínicos dos animais podem variar dependendo da região afetada: podem ocorrer desde alterações na capacidade em reconhecer a localização espacial do corpo, sua posição e orientação; mudanças na força exercida pelos músculos e na posição de cada parte do corpo em relação às demais ; falta de coordenação dos movimentos; convulsão; e perda de visão.
Para auxiliar a recuperação do animal recomenda-se ainda fisioterapia e acupuntura. O médico veterinário Ricardo Henrique S. Silva usa acupuntura para o tratamento do AVC em animais e afirma que esta é bastante eficiente, especialmente se integrada ao tratamento médico convencional. É possível, por meio da acupuntura, aumentar o fluxo sanguíneo cerebral, regularizar a pressão arterial, restabelecer funções motoras anteriormente comprometidas. Ele conta sobre o caso de um cão idoso, da raça labrador, que chegou atáxico, tetraparésico e com hiperreflexia e após a primeira sessão, ele já se levantou e conseguiu andar. “A duração do tratamento, naturalmente, depende da severidade dos sintomas. Mas estima-se que há melhora considerável em cerca de cinco sessões”, afirma Silva.
O aumento da incidência de AVC em animais segue uma tendência atual também observada em humanos. Uma das prováveis causas está no acidente vascular cerebral ter sua ocorrência associado à idade. Com o avanço da medicina, tanto as pessoas como os seus animais de estimação tiveram um aumento no tempo de vida e, por consequência disso, um maior número de casos de AVC é constatado. Hábitos de vida sedentários e alimentação inadequada também são fatores que explicam o aumento da incidência. Expostos a uma vida demasiadamente humana, às vezes, os animais de estimação sofrem as consequências de uma dieta super calórica (principalmente os alimentados com comida humana) e da falta de atividades físicas (fato comum nos que vivem presos, seja casas ou em apartamentos).
As dificuldades de diagnóstico e tratamento – seja decorrente das tecnologias disponíveis ou aos altos custos – tornam os cuidados preventivos, relacionados a modos de vida saudáveis, as melhores estratégias para o combate ao AVC em animais. A prevenção poderá reduzir o número de casos, e o tratamento adequado, mesmo que não leve a uma cura definitiva, eleva significantemente a qualidade de vida do animal.
RESUMO SOBRE O AVC:
O acidente vascular cerebral (AVC), embora seja raro em cães, ocorre quando o fluxo sanguíneo para o cérebro é interrompido devido a uma artéria bloqueada ou a uma hemorragia.
Existem dois tipos de acidente vascular cerebral canino.
Acidente vascular cerebral isquêmico - falta de fluxo sanguíneo para o cérebro, devido a uma artéria bloqueada. Esses acidentes vasculares cerebrais podem ser vinculados às seguintes condições:
Doença renal
Doença cardíaca
Doença de Cushing
Diabetes
Hipertensão
Obstrução devido a um fragmento de um tumor, cartilagem espinal, parasitas ou gordura
Glândula tireóide hipoativa ou hiperativa
Acidente vascular cerebral hemorrágico – o fluxo sanguíneo adequado para o cérebro é interrompido por hemorragia no cérebro. Estes episódios podem ser ocasionados pelas seguintes condições:
Novamente doenças nos rins, coração, na tireóide ou Doença de Cushing, porque podem levar a pressão arterial elevada.
Um certo tipo de verme que se aloja no pulmão, chamado angiostrongilose
Venenos para roedores
Inflamação arterial
Trombocitopenia imune-mediada
Tumor cerebral
Desenvolvimento atípico de vasos sanguíneos no cérebro
Traumatismo craniano
Os sintomas que indicam o acidente vascular cerebral canino não são exclusivas para esta condição médica, o que pode complicar o diagnóstico.
Os seguintes sintomas são comuns em acidentes vasculares cerebrais caninos:
Inclinação da cabeça.
Virar-se para o lado errado quando chamado.
Comer fora de um lado prato de comida.
Cegueira.
Perda de equilíbrio.
Letargia.
Perda de controle da bexiga e do intestino.
Brusca mudança de comportamento.
Se o dono de um cão suspeitar que seu cachorro teve um acidente vascular cerebral, um veterinário deve fazer um exame conclusivo do animal. O veterinário fará o diagnóstico:
Realizando um exame físico, estudando cuidadosamente os sintomas que se apresentam.
Realizando uma RM (ressonância magnética) ou TC (tomografia computadorizada). O cão deve ser anestesiado, para que se possa realizar o trabalho de diagnóstico por RM ou TC.
A maioria dos exames diagnósticos é utilizada para excluir outras possibilidades como a causa dos sintomas. O veterinário irá ajudá-lo a determinar a causa de acidente vascular cerebral, após confirmar que o cachorro teve um AVC.
O tratamento do acidente vascular cerebral canino começa com a identificação da sua causa básica, e o tratamento da mesma para impedir que venha a causar outros acidentes vasculares cerebrais no futuro. Não existe uma maneira de reparar os danos infligidos por um acidente vascular cerebral canino, mas o AVC não é tão debilitante para os cães quanto pode ser para as pessoas. Com os cuidados adequados, a maioria dos cães recupera-se em algumas semanas. Esta recuperação vai depender da gravidade do acidente vascular cerebral do cachorro e de quanto dano foi feito, mas o potencial de recuperação é uma boa notícia para o dono do cão. Com tempo e paciência, o cão geralmente recupera a maioria das suas funções motoras e de movimento. Mas, seu comportamento pode ser ligeiramente alterado em relação ao que era antes do acidente vascular cerebral, o que pode ser algo que o dono do cão simplesmente terá que aprender a aceitar. Seja qual for o caso, os cães geralmente sobrevivem a um derrame.
O tratamento mais adequado é a fisioterapia, acupuntura, homeopatia, se for necessário uso de equipamentos auxiliares e visitas regulares ao seu veterinário.
Fonte:
http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=47&id=576
http://www.comofazertudo.com.br/animais-de-estima%C3%A7%C3%A3o/como-tratar-um-acidente-vascular-cerebral-avc-canino

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