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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Pets velhinhos merecem todo seu amor até a despedida....

As quatro patas da Mel já não correm com a mesma agilidade de quando entraram na vida da família Coelho, 14 anos atrás. A cocker spaniel prefere passar os dias deitadinha, mal senta, e se cansa logo no início da caminhada. As orelhas compridas não ouvem tão bem quanto antes. Os olhos que hoje aparentam cansaço de quem muito viu a tutora chegar em casa, também estão deixando de funcionar aos poucos. É hora de se preparar para a despedida.
Que eles vivem menos do que nós, isso é certo. A expectativa de vida de um pet varia de acordo com a raça, mas não vai além dos 16, 17 anos. Por terem menos tempo, parece que eles têm a necessidade de aproveitar tudo ao máximo. Latem, brincam, sorriem, dão amor e fazem arte para que a vida não passe batido. Nem a deles e nem a nossa.
“A Mel entrou na nossa vida assim, eu tinha um poodle que levava num pet shop e um senhor de lá me ofereceu ela. Queria vender, eu disse que eu não comprava cachorro, porque tinha muitos de rua, mas se ele quisesse dar, eu pegava”, relembra a aposentada Joelma da Silva Coelho, de 68 anos.
Uma bela noite, o mesmo senhor bateu à porta de Joelma. “Quando eu abri, ela correu e pulou em cima do sofá, tinha quatro meses, era magrinha. Eu perguntei e aí vai me dar ou vai vender e ele respondeu que ia me dar”. As travessuras de Mel levavam a tutora à loucura. As portas do quarto precisavam ficar fechadas e a casa teve de abandonar o hábito das plantas. As colchas de cama viravam chupeta para a cocker até que fossem furadas e nas plantas, a filhote enxergava um inimigo em potencial, porque quando menos se esperava, estava ela destruindo o vaso.
“Olha eu só fiquei com ela porque eu gosto muito de cachorro mesmo”, lembra. Mel já tinha passado por seis casas, mas só encontrou um lar com Joelma. “Agora ela está com 14 anos e não quero nem pensar, se um dia…” A frase ela não termina. O medo da despedida cala a voz e as palavras. Na teoria Joelma sempre soube que aquela filhote morreria um dia.
“Hoje ela é assim, muito mais calma, mas foram quase duas eutanásias. A veterinária sempre disse que ia tentar, mas que não sabia se haveria um jeito. Uma das vezes, uma doença na pele evoluiu tanto que Joelma não queria chegar até a clínica. “Meu medo era chegar lá e ter uma notícia ruim. Dessa vez eu cheguei e ela estava me esperando no portão com um lacinho. A veterinária só disse que era um milagre e porque ela era muito amada”, afirma.
Amor nunca faltou à Mel. A tutora já tinha experiência com cães, inclusive da raça da cadela, e sabia que cedo ou tarde, teria de se despedir. “Essa raça não dura tudo isso, vai no máximo até 11, 12 anos”, tenta se consolar. Joelma sabe que a partir de agora o caminho é o de se despedir.
Mel é quase gente na casa e se fosse pessoa a tutora avalia que seria das melhores para se conviver. Ela que sempre morou em apartamento já dividiu teto com cachorro, seis filhotes recém nascidos da “irmã” e gatos. Mas o que gosta mesmo, além do carinho da tutora, é de laranja. Quando Joelma chama para comer “lala”, ela espera que descasque a fruta e se esbalda.
O cenário de uma cadela brincalhona e espevitada tem ficado no passado. “Ela já anda muito devagar, às vezes para na rua e eu tenho que carregar, levantar ela é um custo”, comenta Joelma – em parte porque o animal sempre esteve acima do peso.
“Eles se tornam da família, sabe? Os cachorros, eles não cobram nada de você, são uma retribuição infinita do amor que a gente dá. Pode chegar em casa chateado, que ao abrir a porta, a primeira coisa é encontrar com eles e eles nem querem saber se você trouxe alguma coisa”, explica.
Nos dias de angústia, tristeza e até solidão, Mel foi a fiel escudeira. “Ela põe a patinha na minha perna como quem diz: não fica assim. Ela é uma grande amiga, minha companheira e nós já passamos por altos e baixos”, relata.
Agora o relógio corre mais rápido, os ponteiros puxam consigo os dias do calendário, diminuindo assim o tempo de Mel na casa onde fez um lar. “Eu me arrependo de nunca ter deixado ela cruzar. Quando eu perder ela, não vai ter mais nada aqui para falar, era da Mel. A gente nunca está preparado. Eu tenho que estar, eu sei disso, é a vida. A gente nasce e morre, mas vou sentir falta, muita falta”.
Fujona até hoje – Nas nossas andanças em busca de cães na terceira idade, encontramos Kiara Pelúcia. O nome completo é este, mas a tutora, Jacqueline Nascimento, de 32 anos, nunca a chamou assim, nem para dar bronca, o que segundo ela, nunca foi preciso.
Aos 15 anos, Kiara é fruto de uma mistura de fox paulistinha com pequinês. Nasceu branca e chocolate, mas agora as manchinhas coloridas deram lugar aos pelos brancos. Ela já não ouve nada, nadinha mesmo. Para chamá-la é preciso ir até ela. A vantagem é que a pequenina continua espoleta como se fosse um filhote. “É que ainda não contaram que ela é uma idosa”, brinca Jacqueline.
A cadela foi dada por um amigo logo que nasceu e chegou à casa da tutora ainda como uma “bolinha de pelo”. A surdez de hoje foi gradativa, no entanto ano passado ela ‘baqueou’ mais um pouquinho e já começou a preparar a família para sua despedida. Kiara teve um tumor na mama, correu risco na cirurgia, mas teve uma recuperação milagrosa.
Nos 15 anos de vida, Kiara já fez até aula de dança com a tutora. “Ela foi me seguindo até lá, quando eu vi, não dava para trazer ela de volta, então ela entrou comigo. Ficou deitada de barriga para cima como eu e ficava me olhando”, recorda uma das histórias que vai ficar para sempre na memória de Jacqueline.
“A morte é inevitável, é a única certeza da vida. A gente pode até falar que está preparado, mas nunca está”, comenta. E não é que durante a entrevista, a cachorrinha escapou pela grade do portão e fugiu pra rua? Continua fujona e dando susto até hoje.
O Soneca – Com 17 anos de vida, o cachorro “salsichinha” ganhou o nome devido ao sono que sempre foi em abundância. Hoje, ele se locomove pela casa bem devagar, já não sobe ou desce degraus sozinho e nem ouve quando alguém o chama.
A tutora, Lenita Cavalheiro de Lima, de 54 anos, teve de aprender a assoviar. “Só assim que ele escuta”, explica. As complicações da idade lhe tiraram além da audição, a visão nítida e em troca disso deixaram a sensação de frio e problemas renais. “Ele só fica de roupinha porque sente muito frio”, afirma. Há cinco anos ele saiu para passear e não voltou por 15 dias. Depois do sumiço repentino, passou a começar a apresentar problemas. “Ele vai fazer 17 anos, é membro da família, presenciou tudo. O crescimento do meu filho”, conta.
Se não tivesse o Soneca na casa, era certo que haveria outro cão. “Cachorro sempre traz harmonia para a casa. E eu só peço a Deus, quando ele for, para que não sofra”.
A expectativa de vida dos cães aumentaram de uns anos para cá, devido aos cuidados com alimentação, vacina e visitas ao veterinário, mas nada que ultrapasse a maioridade, ou seja, os 18 anos. Veterinária Débora Cristina Ribeiro Lachi, de 37 anos, explica que a anatomia dos cães é inversamente proporcional à expectativa de vida deles. “Quando maior o porte, menos dura o cachorro. Um poodle pode durar até 17 anos, um rottweiler até 10″.
De um modo geral, a partir dos 9 anos, os cães já precisam mudar a alimentação e adotar a ração específica de idosos. “Alguns apresentam cataratas, problemas de visão, articulares”, explica.
Há 11 anos na área, ela já viu tutores sofrerem muito quando a temporada das despedidas é aberta. “Às vezes a pessoa tem cachorro desde que o filho nasceu. Há os que sabem que o animal não vai durar muito, mas faz o possível para melhorar a sobrevida”, afirma.
Sobre o que sempre se ouviu, de que para morrer os cães se afastam dos tutores, Débora explica o porquê se entendeu por tanto tempo que este era um hábito dos pets. “Antigamente o cão ele não ficava próximo da residência, dentro de casa, ele ficava no quintal. O que se percebia era que com o tempo ele não vinha mais ao encontro do tutor e ficava essa impressão, mas acredito que é exatamente ao contrário. Hoje eles convivem mais perto, dentro de casa e para mostrar que não estão bem é que eles se aproximam. O convívio e a socialização do cão com o homem é muito maior”, considera a veterinária.
O melhor amigo do homem também parte. Mas diferente dos tutores, eles não esperam a velhice para mostrar o amor que sempre tiveram no coração.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Nancy Levine e suas fotos de cães idosos especiais


A fotógrafa americana Nancy LeVine iniciou há oito anos um roteiro pelos Estados Unidos para retratar cães idosos. Com o projeto "Senior Dogs Across America", ela percorreu diversos Estados do país.
Ela diz que seu interesse pelo tema foi despertado quando seus próprios cães de estimação começaram a apresentar sinais de que estavam próximos do fim.
Nancy Levine conta que isso ocorreu na mesma época em que ela começou a refletir sobre sua própria mortalidade.
"Eu vi como os cães fazem; como, sem a dolorosa capacidade humana de fazer planos para o futuro e temer o inevitável, o cão simplesmente acorda para cada dia como um novo passo na jornada."
Para saber mais sobre o projeto, veja o Cliquesite da fotógrafa.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Como cuidar de um cão idoso?

Oi gente, recebi um comentário da Sra. Neila Araújo, me pedindo informações sobre como ajudar seus pets que estão velhinhos.
Dicas rápidas:
  • não mudar o ambiente com o qual eles estão familiarizados;
  • evitar sustos;
  • utilizar fraldas;
  • utilizar órteses ou suportes quando necessário;
  • caminhas elevadas(tem a dica de como fazê-las aqui no blog);
  • brinquedos com cheiros e ou sabores fortes e macios;
  • brinquedos que vibram;
  • se conseguirem caminhar elevar os potinhos;
  • fazer massagens vc mesma;
  • colocar bolsas de água quente para confortá-los;
  • homeopatia;
  • acupuntura;
  • florais;
  • Check up com veterinário experiente;
  • fisioterapia e mais dicas no texto abaixo.
O importante é deixá-los confortáveis e sem sofrimento!
E muito AMOR!!
Neila espero que te ajude!
Sorte, força e parabéns pelo teu cuidado com teus pets.
Bjks Cecília.

Cães Idosos
A velhice afeta os cães, da mesma forma que influencia o comportamento e saúde dos humanos. É importante conhecer os sinais de velhice do seu animal para que possa reconhecer sinais de doença ou simplesmente ajustar brincadeiras e atitudes às mudanças pelas quais o cão passando.
Os cães têm diferentes ritmos de envelhecimento. Ao contrário dos humanos, que têm um período alargado de infância, adolescência e velhice, os cães vivem a grande maioria das suas vidas no estado adulto.
Os cães de porte grande têm uma média de vida menor e podem ser considerados idosos aos 6/8 anos. Os cães de porte pequeno vivem geralmente até mais tarde e por essa razão, os sinais de velhice surgem também mais tardiamente.
Sinais de Velhice
•Pêlo grisalho – por vezes pode haver um branqueamento precoce do pêlo, tal como acontece com o cabelo dos humanos.
Pêlo áspero – o pêlo passa por transformações na sua estrutura com o passar dos anos. Menor densidade e menos suavidade são características do pêlo de um cão idoso. A alimentação de boa qualidade pode contudo atenuar estes sinais;
•Sedentarismo – os cães idosos podem-se tornar mais preguiçosos, valorizando mais o tempo no sofá. Até certo ponto, isto pode ser previsto através do temperamento da raça - há raças que permanecem brincalhonas e mais ativas até mais tarde - mas cada cão é diferente e tem a sua própria personalidade. Uma doença pode também contribuir para uma redução da atividade do animal.
•Menor apetite – Intimamente ligado ao sinal anterior, os cães que abrandam o ritmo de vida, têm necessidade de repor menos energia e por isso não necessitam de tanta comida. Isto não quer dizer que o cão está-se a alimentar mal, apenas que não tem tanta fome, por não fazer tanto exercício.
Os sinais de velhice manifestam-se frequentemente sobre a forma de doenças.
Doenças Características da Velhice:
Diabetes
Tal como os humanos, os cães idosos estão mais sujeitos a desenvolver diabetes do que os novos. Os sintomas mais comuns são consumo excessivo de água, vômitos, fadiga. O tratamento possível para cães diabéticos são as injeções de insulina. As injeções podem ser administradas pelo dono, desde que primeiro observe o veterinário a fazê-lo. Dependendo dos casos, os cães podem necessitar de uma injeção diária ou então várias.
Os cães com diabetes podem viver com qualidade durante vários anos, dois em média. Sem dor e sem sintomas, durante este tempo, apenas a necessidade de tomar injeções diferencia este cão de qualquer outro.
Problemas Cardíacos
O coração dos cães é uma máquina poderosa e impressionante. Na sua plena forma aguenta uma pressão incrível, impressa pelo exercício que o cão desenvolve durante um dia inteiro de caça ou no campo a pastorear o rebanho.
Com a idade, este músculo tendo contudo a perder elasticidade. Com o calor ou exercício, o cão evidencia um cansaço cada vez mais precoce. O cão deve ser levado ao veterinário quando qualquer apresentar qualquer problema anormal. O sistema cardiovascular está intimamente ligado ao sistema respiratório e a falta de ar, tosse ou outros sintomas semelhantes são sempre alertas.
Com um tratamento adequado, os cães com problemas cardíacos podem levar uma vida normal, com algumas condicionantes apenas ao nível de exercício.
Tumores
Algumas raças estão mais predispostas a desenvolver tumores do que outras. Os tumores podem ser benignos são relativamente comuns e são uma consequência normal do envelhecimento. Mais preocupantes são os tumores malignos que podem exigir cirurgia, quimioterapia, entre outros tratamentos mais agressivos. Apenas o veterinário pode aconselhar os tratamentos mais adequados ao caso do seu animal. Quanto mais cedo forem detectadas estas situações, maior são as hipóteses de sucesso do tratamento.
A escovação do pêlo é uma boa atitude para investigar estas situações. Procure sempre por elevações e caroços enquanto trata do pêlo do cão. Outros sintomas são a perda de peso, vómito, diárreia, feridas que não saram.
Problemas nas Articulações
Entre os problemas mais comuns nas articulações que surgem nos cães idosos está a artrite. Dor, inchaço, perda do alcance na passada ou recusa em fazer exercício são os principais sintomas de doenças articulares. As regiões mais afetadas são os quadris, os joelhos e os cotovelos dos cães.
Em alguns casos pode ser necessário operar o animal, sendo que o principal objetivo é a redução da dor, o que muitas vezes implica a limitação da mobilidade. Outros tratamentos comuns são compostos por medicamentos com o mesmo objetivo de reduzir a dor.
Problemas Oculares
Os olhos dos cães idosos são muitas vezes afectados pelo envelhecimento. Entre a doença mais comum encontra-se as cataratas. As cataratas são uma película que se forma no olho e que turva progressivamente a visão do cão. Os olhos tornam-se azuis ou acizentados e o cão evidencia todos os sinais de indicam cegueira.
Problemas Renais e Urinários
As inflamações nos rins podem ter vários graus de gravidade, que podem exigir  internação do cão. Entre os sintomas estão o excesso de sede e de urina. Por vezes a urina pode tornar-se mais escura ou com vestígios de sangue. Nos casos menos graves medicamentos orais e uma dieta especial, podem ser a solução.
A incontinência é uma doença que se manifesta na velhice. Se o seu cão começar a urinar dentro de casa, não assuma que perdeu a educação que lhe deu. Por detrás deste comportamento pode estar um problema de ordem médica.
Eutanásia(Para mim é a última das atitudes, só depois de esgotar todas possibilidades mesmo!!)
O aparecimento destas doenças não significa que nada há a fazer e que o melhor é deixar o animal morrer, pois chegou a hora dele. Pelo contrário, muitas destas doenças acarretam dor e com o tratamento adequado, a qualidade de vida do animal pode ser assegurada, prolongando também a sua vida.
Contudo, se o tratamento não for suficiente para minimizar a dor, a eutanásia, pode ser uma opção a ponderar. Nestes casos, fale com o veterinário e peça segundas opiniões. Não sendo uma decisão fácil, é muitas vezes a maior prova de estima que podemos dar a um cão em sofrimento.

Síndrome da Disfunção Cognitiva em Cães(Idosos)
Esta condição, chamada a síndrome do cão senil ou velho, é uma doença recém-reconhecida, algo semelhante à doença de Alzheimer em pessoas. Em cães com síndrome de disfunção cognitiva, o cérebro passa por uma série de alterações que resultam em um declínio das faculdades mentais associados ao pensamento, o reconhecimento, memória e comportamento aprendido. Cinqüenta por cento dos cães com idade acima de 10 irá apresentar um ou mais sintomas da síndrome de disfunção cognitiva. Disfunção cognitiva é uma doença progressiva com sinais crescentes de comportamento senil.
Desorientação é um dos principais sintomas da síndrome de disfunção cognitiva. O cão parece perdido em casa ou no quintal, fica preso em cantos ou embaixo ou atrás de móveis, tem dificuldade em encontrar a porta (fica no lado da dobradiça ou vai para a porta errada), não reconhece as pessoas familiar, e não responder a estímulos verbais ou seu nome. Perda da audição e perda de visão devem ser descartadas.
Padrões de atividade e do sono são alterados. O cão dorme mais em um período de 24 horas, mas dorme menos durante a noite. Há uma diminuição da atividade proposital e mas passam vagar sem rumo e ritmo. Cães com disfunção cognitiva também podem apresentar comportamentos compulsivos como: circular, tremores, rigidez e fraqueza.
Rotina em casa é outra área que sofre. O cão pode urinar e /ou defecar dentro de casa, às vezes até na frente de seus donos, e pode sinalizar com menos frequência para ir lá fora.
Muitas vezes, as interações com os membros da família tornam-se muito menos intenso. O cão procura menos atenção, muitas vezes vai embora ao ser acariciado, mostra menos entusiasmo quando o cumprimentam, e pode já não cumprimentar sua família. Outros cães parecem precisar de contato humano, 24 horas por dia.
Alguns desses sintomas podem ser devido a mudanças relacionadas à idade física e não a disfunção cognitiva. A condição médica, como câncer, infecção, falência de órgãos, ou efeitos colaterais dos medicamentos pode ser a única causa das mudanças de comportamento ou poderia ser, agravando o problema. Assim, problemas médicos deve ser testado para e eliminados antes que os sintomas senis sejam atribuídos a síndrome de disfunção cognitiva.
Pesquisa sobre envelhecimento do cérebro canino revela uma série de processos patogênicos que poderiam ser responsáveis ​​por muitos dos sintomas da síndrome de disfunção cognitiva. Uma proteína chamada B-amilóide se deposita nas substâncias branca e cinzenta do cérebro e forma placas que resultam em morte celular e encolhimento do cérebro. Alterações nos neurotransmissores químicos diversos, incluindo a serotonina, noradrenalina e dopamina, têm sido descritas. Níveis de oxigênio no cérebro de cães senis são diminuídos.
Não há nenhum teste específico para síndrome de disfunção cognitiva. O número de sintomas as exposições de cães e da gravidade do comportamento senil são considerações importantes a fazer o diagnóstico. Uma ressonância magnética pode mostrar algum grau de encolhimento do cérebro, mas o teste não é susceptível de ser feito a não ser um tumor cerebral é suspeitado. Conscientização do diagnóstico torna mais fácil entender o comportamento do cão.
Tratamento: A droga Anipryl (selegilina), usado por seres humanos para tratar a doença de Parkinson, foi uma ótima solução para melhorar drasticamente os sintomas e a qualidade de vida de muitos cães com síndrome de disfunção cognitiva. A droga é dada uma vez por dia como uma pílula. Porque o tratamento médico está agora disponível, é ainda mais importante buscar a consulta veterinária para mudanças de comportamento em cães idosos.
Um benefício adicional pode vir de alimentação terapêutica dieta Hill /d. Esta dieta é especialmente formulado com antioxidantes extra para cães mais velhos. Cães mais velhos também podem se beneficiar do tratamento com acupuntura e ervas chinesas.
Fonte: http://arcadenoe.sapo.pt/artigo/cao_idoso_cuidados_e_doencas/378
http://pets.webmd.com/dogs/cognitive-dysfunction-syndrome-dogs
http://207.56.179.67/steve_hodel/2009/06/old-dog-new-trick.html

quinta-feira, 23 de junho de 2011

"Adotamos uma cadela cega e idosa"

ANÚNCIO DE CADELA para adoção: Nina é uma mestiça de Poodle, tem 15 anos, é completamente cega, tem uma infecção no ouvido e na boca, tumores na cadeia mamária, não é castrada e perdeu todos os dentes.
VOCÊ e qualquer pessoa se perguntaria: quem – em sã consciência – adotaria uma cachorrinha nessas condições? Pois Danielle Travassos e Juliana Kobayashi, de São Paulo (SP), levaram Nina para casa há alguns meses para fazer companhia ao Zeca, outro Poodle adotado de um abrigo. “Resolvemos adotá-la porque ninguém faria nestas condições, mesmo sendo pequena e muito ativa”, conta Danielle. Na verdade, quando as duas escolheram Nina entre tantos cães no Clube dos Vira-latas, só sabiam que ela era cega e com uma boa idade. “Com tantos problemas, não hesitamos em submetê-la a uma operação completa e em menos de um mês conosco, ela se curou de tudo, menos da cegueira”, explica Juliana.
PRIMEIRAS lições

OS DESAFIOS de Danielle e Juliana estavam apenas começando. No primeiro passeio com Zeca e Nina, logo perceberam que precisariam desenvolver uma técnica para ajudar Nina. Por isso, além de levá-la para passear por ruas mais calmas, também carregam um sininho para a cadela se guiar pelo som. “Ela precisa ser estimulada por sons, então falamos bastante com ela”, revela Danielle. Por não possuir dentes, as duas também deixam a ração de molho em água para facilitar a mastigação. Mas nem todos os desafios foram superados. “No caso do xixi, ainda estamos tentando ensiná-la a fazer no lugar certo do apartamento, mas está difícil”, conta Danielle com bom humor.
O MAIOR problema de cães nas condições como Nina, entretanto, é o preconceito. Danielle e Juliana contam que vários amigos chamam a cadela de “anormal” ou que as duas teriam adotado uma cadela morimbunda. No entanto, as duas revelam emocionadas: “queremos que Nina tenha todo o cuidado e carinho que talvez nunca tenha tido em sua vida. Abandonar um cachorro neste estado é abandoná-lo quando ele mais precisa.
AS DIFICULDADES de adaptação de Danielle e Juliana são comuns entre muitos donos de cães com deficiência visual. Por isso, conversamos com o adestrador Gustavo Campelo e colhemos dicas preciosas de como vencer esses desafios. Confira no próximo post.
Por Renata Faggion, do Canina Blog.
SÓ POSSO DIZER: PARABÉNS GURIAS LINDAS, PELO AMOR SINCERO DE VCS!! NADA DE TER PENA SOMENTE AMOR! BJKS CECÍLIA.

sábado, 11 de junho de 2011

Imagens lindas de animais idosos, doentes feitas por Isa Leshko

Blue, 19 anos.
 Red, mais de 14 anos.
 Kelly, 11 anos.
 Sassy, problemas cardíacos. 
 Pumpkin, 29 anos.
 Teresa, 13 anos.
Marino, 5 anos.
 Kiri, 17 anos.
Sophie, 19 anos.
Enquanto vários fotógrafos se interessam por clicar animais filhotes ou no auge de sua forma física, a norte-americana Isa Leshko decidiu voltar suas lentes para registrar bichos idosos ou no estágio final de suas vidas.

Para realizar essa série, a artista viajou por diversos santuários de animais espalhados pelos Estados Unidos.
Especialmente atraída por animais de fazendas, a artista documentou de forma sensível toda a beleza e a dignidade dessas criaturas em idade avançada.
A ideia do projeto surgiu como forma de Isa exorcizar sua própria dor diante do sentimento de envelhecimento. Afinal, sua mãe sofre de Alzheimer.
Link: http://www.zupi.com.br/index.php/site_zupi/view/animais_idosos/

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Produtos no Brasil para Cachorros Especiais!!

Olá, muitas pessoas me pedem dicas de produtos para cães especiais, normalmente só os encontrava fora, mas para minha felicidade encontrei o Protege-Cão, site que apresenta vários produtos bacanas para cães normais e especiais.
Espero que gostem! Pq eu amei!!
Mas o golden retriever que serviu de modelo é a coisa mais fofa desse mundo.
Saibam que não ganho nada por isso não, apenas comento o que encontro de bacana para nossos pets especiais.
Bjks Cecília.
Produtos Especiais Protege-Cão:
Peitoral Regulável para Cães Especiais
Auxilia cães cegos a passear; Permite o dono ajudar o cão a se levantar quando este não consegue mais sozinho; Última tira ajustável para maior sustentação do cão; Alça regulável com neoprene remomível.
Ajudacão
Para cães com displasia, artrite, artrose ou qualquer outro problema que paralise as patas traseiras; Que precisem de ajuda para andar após um trauma ou uma cirurgia; É forrado com neoprene, regulável com velcro, de fácil higienização e tem largura para cada tamanho de cão.
Peitoral Ajudacão
Para cães com displasia, artrite, artrose ou qualquer outro problema que paralise as patas traseiras; Que precisem de ajuda para andar após um trauma ou uma cirurgia; É forrado com neoprene, regulável com velcro, de fácil higienização e tem largura para cada tamanho de cão.
Peitoral Levantacão
Para cães idosos; Que andam mas tem dificuldade de se levantar; Que precisam de ajuda para entrar no carro e subir escadas; Que estão temporariamente sem se mexer e precisam da ajuda de pessoas para se levantar; Tanto o peitoral quanto a faixa da barriga podem ser usadas separadamente; O cão pode fazer suas necessidades normalmente.
Fonte: http://www.protegecao.com.br/inicio1.html

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Os Rejeitados

Outubro 2010.
Idosos, pit bulls, deficientes físicos, SRDs, gatos pretos ou com problemas de saúde. Esses e outros animais sofrem com preconceito da sociedade e nas mãos de tutores irresponsáveis
Dentro de um oceano de cães e gatos abandonados, existe uma parcela que padece ainda mais quando vai parar nas ruas. São os que tiveram a “infelicidade” de nascer pit bull, os que sofrem de algum problema de saúde, aqueles que entraram na terceira idade, ou, simplesmente, os vira-latas comuns, pretinhos ou beges.
Essas são algumas das vitimas de uma sociedade que não se prepara antes de trazer um mascote pra casa, que não previne as crias ou, simplesmente, enjoa e descarta o pobre bicho sem nenhuma razão ou diante da primeira dificuldade.
Isso sem falar no descaso das autoridades, que poderiam impedir as fábricas de filhotes e o comércio sem escrúpulos que despeja mais e mais animais, alimentando o problema. Na cidade de São Paulo, a lei 14.483/07 exige que todos os animais vendidos ou doados sejam castrados. Mas quem fiscaliza?
Na esfera estadual, a lei 12.916/08, do deputado por São Paulo, Feliciano Filho, veta a eutanásia de animais sadios pelos CCZs. Uma vitória? Seria, se as prefeituras estivessem preparadas para prevenir o problema e abrigar os animais, as vezes por longo tempo, de forma digna.
Sejam eles confinados ou abandonados ao seu próprio destino, esses animais amargam o drama da rejeição.
Raça rotulada
Um triste símbolo do momento caótico que estamos vivendo são os pit bulls. Antes um fenômeno mundial, hoje eles lotam os CCZs do país e, quando têm a chance de cair nas mãos de um bom protetor, amargam longo período antes de serem adotados. Em 2009, o CCZ paulista contabilizava 120 pit bulls, mais de um terço das 350 vagas disponíveis – não precisa ser bom em matemática pra ver que são números assustadores.
A ARCA Brasil destacou o drama que a raça enfrenta há pelo menos 10 anos e criou um cartaz com informações básicas para candidatos e futuros donos das chamadas raças “potencialmente agressivas”. O material foi distribuído em todo o país como encarte da revista Nosso Clínico, podendo ainda, a qualquer momento, ser solicitado por correio a ARCA Brasil.
De acordo com fonte do CCZ de São Paulo, atualmente o órgão divulga os pits mansos em feiras de adoção, no entanto, a raça ainda sofre nas mãos de pessoas inescrupulosas e nas rinhas – que ainda persistem.
Velhinhos e deficientes
O questionamento da fundadora da ONG Solidariedade A Vida Animal (S.A.V.A.), Arlete D. Martinez, diz tudo. “Se há preconceito com humanos, que dirá com os animais? Se os saudáveis são abandonados, imagine os deficientes ou idosos?”
Realista, Arlete não possuí abrigos, os animais recolhidos são colocados em lares transitórios, apesar de às vezes precisar dizer não. “As pessoas acreditam que por sermos uma ONG temos condições de resgatar em qualquer situação, o que não é verdade”, desabafa Arlete. “Muitos donos querem se desfazer de seu cão ou gato por estarem ‘velhos demais’, isso, infelizmente, é comum”, complementa.
O abandono de idosos na capital paulista é muito grande e eles hoje representam 30 a 40% dos abrigados no CCZ. “Para promover a adoção usamos o emocional, explicamos que são animais mais calmos, que não vão comer móveis, destruir a casa, mesmo assim as pessoas não querem um animal com mais de 7 ou 8 anos”, revela nossa fonte no órgão.
O S.A.V.A atende principalmente animais que foram atropelados, abandonados, que estão doentes ou que sofreram maus tratos. E isso inclui os deficientes, que necessitam de cuidados especiais, como acupuntura, fisioterapia. “Eles podem levar uma vida normal apesar de suas limitações, muitos deles foram mutilados nas ruas ou pelos próprios donos”, conta Arlete Martinez.
Boris e Sissi, resgatados e adotados
Segundo Arlete, seu trabalho é mostrar que adotar um animal especial e dar a ele vida digna é perfeitamente possível. Ela não tem um número certo dos peludos que já resgatou, mas muitos hoje atuam em clinicas de reabilitação para idosos e crianças – ou seja, mesmo com um passado sofrido, eles ainda são capazes de retribuir de forma generosa.
Futuro
Informação e ações públicas são fundamentais para diminuir esse drama. Velhinhos, fama de mau, deficientes, pretos, não importa, eles contam com a sociedade. Se você quer ajudar, não compre, adote. E castre seu animal, não abandone, zele por sua saúde e cobre as autoridades, principalmente as recém eleitas que levantam a bandeira da causa animal. Está na hora de agir!
Link: http://www.arcabrasil.org.br/noticias/1010_estigmatizados.html

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Alzheimer Canino/ Disfunção Cognitiva?!...

Olá, faz um tempinho que recebi este texto, através da newsletter da PetCreche, o achei muito bacana, super esclarecedor.
Postei exatamente como o recebi, para que vcs tenham mais informações do lugar, que é uma fofura, basta entrarem nos links lá embaixo.
Leiam, bjkss Cecília.

Disfunção Cognitiva: Alzheimer Canino?
A idade avançada não traz somente problemas de ordem física em nossos cães, mas também algumas mudanças comportamentais importantes, que podem estar relacionadas a uma patologia, a disfunção cognitiva. A principal característica dessa disfunção é um declínio na memória, aprendizado, percepção e consciência do cão e isso pode se manifestar de diferentes formas e em intensidades variadas, dependendo de alguns fatores, como genética, alimentação e estimulação cerebral.

Atualmente, acredita-se que a principal causa da disfunção cognitiva é um acúmulo de material amilóide nos neurônios, tornando-os disfuncionais. Esse acúmulo ocorre devido a danos na membrana cerebral, que são acelerados pelo excesso de radicais livres.
Os sinais mais comuns dessa disfunção são:
• Desorientação: é bastante comum, cães que se perdem dentro de casa, que ficam parados em um canto, “encarando” a parede, sem conseguirem sair sozinhos do lugar. Algumas pessoas confundem com perda de visão, mas um cão cego mantém sua orientação espacial, especialmente dentro de casa.
• Alteração na interação com proprietários e outros animais: pode ser leve, como não querer brincar, mas pode chegar ao extremo de o cão não reconhecer mais o próprio dono. O cão também pode desaprender comandos que executava anteriormente, se tornar ansioso e até agressivo em alguns casos.
• Alteração no ciclo de sono-vigília: também é comum, os cães dormem durante o dia e passam a noite acordados.
• Sujeira doméstica: é relacionado ao desaprendizado, não com problemas físicos, como descontrole de esfíncteres e problemas renais ou intestinais.
Deve-se ter muito cuidado ao tomar os sinais como característicos de disfunção cognitiva, diferenciando-os de problemas de saúde e de redução da visão, audição e/ou olfato. O diagnóstico só deve ser feito após uma longa entrevista com o dono e observação do cão, afim de descartar outras questões comportamentais que podem não estar necessariamente relacionadas à idade.
O que fazer?
Na maioria dos casos, não consegue-se uma regressão do quadro, mas sim uma interrupção na evolução. Existem medicações que são indicadas na literatura, como a Selegilina, que atua contra radicais livres, mas seu uso é restrito em cães que possuem comprometimentos hepáticos e renais, que são a grande maioria dos animais idosos.
Até então, a única opção indicada no Brasil era o uso de uma alimentação adequada à idade, complementada com muitas frutas e verduras variadas, devido aos antioxidantes que combatem radicais livres, e a estimulação cerebral dos cães, ensinando comandos, mantendo passeios, brinquedos especiais, dependendo do caso.
Esse ano foi lançado no Brasil um medicamento especialmente criado para atender às necessidades de cães e gatos idosos, o Gerioox. Sua formulação inclui os ácidos graxos ômega 6 e 3 e vitamina E, além de protetores articulares. A vitamina E é um importante antioxidante e atua protegendo as membranas celulares contra a ação dos radicais livres. Os ômegas 3 e 6 também promovem a saúde das membranas celulares.
Juntamente com a estimulação cerebral e uma alimentação equilibrada, o uso de Gerioox pode desacelerar o processo de disfunção cognitiva e melhorar a qualidade de vida do cão idoso, mas devemos sempre entender as limitações que a idade avançada impõe ao sucesso do tratamento, que visa amenizar os sinais, mas não consegue eliminá-los. Sempre converse com um veterinário quando seu cão apresentar problemas relacionados à idade e nunca medique seu cão sem orientação.
Texto: Joice Peruzzi, médica veterinária especialista em comportamento animal.
PetCreche - Daycare para cães.
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(51) 3279.4941
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Fonte da Imagem: http://www.toonpool.com/cartoons/Old%20dog%20with%20zimmer%20frame_51643 

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